O terceiro vice de Garotinho
Ex-integrante do Bope, André Monteiro substitui major Elaine Gonçalves, que deixou a campanha por “motivos pessoais”
O candidato ao governo do Rio Anthony Garotinho (Republicanos) trocou de vice na corrida pelo Palácio Guanabara pela terceira vez.
Após a saída do coronel da reserva Venâncio Moura (DC), Garotinho havia escolhido a major Elaine Gonçalves (Democrata), mas a militar optou por deixar a campanha. Com isso, o ex-governador definiu o ex-integrante do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) André Monteiro (Democrata) como novo companheiro de chapa.
A candidatura de Elaine já havia sido registrada no sistema eleitoral. Em seu Instagram, ela afirmou que deixaria a disputa por motivos pessoais e que retornaria às atividades na Polícia Militar do Rio.
A saída, porém, ocorreu após alguns jornais apontarem que Elaine é sócia de Fábio Picanço, ex-presidente da Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio (Codin), em uma empresa de segurança privada.
“Depois de refletir com serenidade sobre esse novo caminho, tomei uma decisão de caráter pessoal. Não continuarei a minha participação nessa candidatura. Foi uma decisão minha, tomada com consciência e responsabilidade (…) Sigo tranquila, de cabeça erguida e sem arrependimentos”, disse Elaine, em vídeo divulgado nas redes.
Com a escolha de André Monteiro, Garotinho mantém um nome militar em sua chapa.
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O mais rejeitado
O grande obstáculo de Garotinho será reverter a rejeição de 64% entre o eleitorado fluminense.
Ele é o candidato mais rejeitado entre todos.
Garotinho também terá de enfrentar o pedido do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) à Justiça para executar sua condenação por improbidade administrativa.
O órgão pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) para suspender seus direitos políticos por oito anos.
A condenação se refere ao caso do programa Saúde em Movimento, julgado em 2018.
Na ocasião, desembargadores concluíram que houve irregularidades na contrataçaõ da Fundação Pró-Cefet, desvio de recursos públicos e afirmaram que Garotinho atuou para viabilizar a substituição do contrato anterior.
A decisão determinou o ressarcimento integral do valor desviado, a proibição de contratar com o poder público por cinco anos e a suspensão dos direitos políticos do ex-governador por oito anos.
Essa mesma condenação já havia sido usada pela Justiça Eleitoral para barrar a candidatura de Garotinho a vereador nas eleições de 2024, com base na Lei da Ficha Limpa.
Na terça-feira, 4, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve a condenação por improbidade administrativa no caso, tornando a decisão definitiva.
A missão para Garotinho ir ao segundo turno é árdua, afinal o eleitor fluminense parece não ter esquecido do seu passado.
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