O tamanho do estrago de Lulinha para a campanha de Lula
Pesquisa indica que maioria enxerga tentativa do filho do presidente de influenciar decisões do governo e impacto para imagem do petista
A popularidade de Lula caiu ao longo de todo o mês de agosto, como vinha indicando dia a dia o Lulômetro, tracking diário feito por Realtime Big Data e O Antagonista.
Nesta segunda-feira, 31, pesquisa AtlasIntel corroborou a tendência, indicando que a desaprovação do petista foi de 51% em julho para 52,9% em agosto, e a aprovação caiu de 48% para 45,4%.
Além disso, a avaliação de ruim ou péssimo sobre o governo foi de 49% para 51,1% no mesmo período, e os índices de bom ou ótimo oscilaram de 38% para 37%.
O índice se refletiu nas perspectivas eleitorais de Lula, que oscilaram para baixo nos cenários de primeiro turno e de segundo contra Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o único testado na pesquisa divulgada nesta segunda.
Aliás, a reeleição de Lula voltou a dar mais medo do que a eleição do senador.
Lulinha
A AtlasIntel questionou os eleitores diretamente sobre a influência das investigações acerca das suspeitas de tráfico de influência de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, na campanha do pai.
A pesquisa indica que 67,2% dos consultados dizem ter acompanhado o caso Lulinha “de perto”, e que apenas 3,4% não tinham conhecimento — outros 29,5% disseram ter ouvido falar sobre o assunto, mas saber apenas “poucos detalhes”.
Para 52,6%, Lulinha de fato “tentou influenciar decisões do governo para beneficiar esses empresários” mencionados na pergunta da pesquisa. Outros 26,3% responderam “não”.
Afeta diretamente
A maioria de 55,1% disse que as investigações afetam diretamente o governo Lula, e apenas 37,9% consideram que esse é um problema pessoal de Lulinha.
Para 43,4%, a história de Lulinha “piora muito” a imagem do governo Lula, e 17,3% acham que “piora um pouco”. Do outro lado, estão 37,4% que acham que o caso “não afeta” o governo, e 1,9% que acreditam que a investigação “melhora” a imagem do governo Lula.
Sobre a candidatura de Lula à reeleição, há uma divisão maior: 36% acham que o caso Lulinha não prejudica, 34,8% acreditam que prejudica muito e 24,6% acham que prejudica um pouco.
A pesquisa foi feita de 25 a 30 de agosto com 5.014 eleitores e tem margem de erro de um ponto percentual para mais ou para menos.
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