“O Supremo precisa deixar de ser uma delegacia de polícia”
Coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, senador Rogério Marinho criticou o que chamou de "ameaças" de ministros do STF
Coordenador da campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o senador Rogério Marinho (PL-RN) criticou o que chamou de “ameaças” de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) feitas pela imprensa, ao responder em seu perfil no X a reportagem de O Globo intitulada “De diálogo a inquéritos: a estratégia do STF para lidar com a bancada pró-impeachment”.
“Ameaças como essas, feitas por ministros do STF utilizando a imprensa, só reforçam nosso entendimento de que o Supremo precisa deixar de ser uma delegacia de polícia”, reclamou o senador.
“É inaceitável que integrantes da mais alta corte do país tentem constranger o parlamento, utilizando a abertura de inquéritos ou a adoção de medidas judiciais para impedir a atuação do Congresso na fiscalização da Suprema Corte”, seguiu Marinho, prometendo uma reforma do Judiciário:
“É mais do que urgente uma reforma do Judiciário, garantindo que o STF se concentre na atribuição de corte constitucional, como acontece nas democracias maduras do mundo. Somente assim restabeleceremos a normalidade democrática e o equilíbrio entre os Poderes. A população deixou claro nas urnas que não aceita mais esses abusos. Supremo é o povo!”
Acordão?
Depois do desfecho do primeiro turno, que terminou com Flávio à frente de Lula e uma votação expressiva para os bolsonaristas no Congresso Nacional, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, disse que “não interessa pôr fogo no país” quando questionado sobre impeachment no STF.
A manifestação pública de apoio do ex-presidente Michel Temer a Flávio também sugeriu que pode haver alguma conversa para entendimento entre os bolsonaristas e o STF, já que foi Temer que indicou Moraes ao STF, e ele já atuou como ponte entre o ministro e o ex-presidente.
Alguns bolsonaristas, como o recém-eleito deputado federal Lucas Pavanato (PL-SP) e o deputado federal e senador eleito Gustavo Gayer (PL-GO), mantém acesa a chama do impeachment, mas essa é uma questão que vai depender do contexto, aparentemente.
Leia mais: Bolsonarismo se amansa perto do poder
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)