O silêncio de Janones após o acordo sobre a rachadinha
O parlamentar e Procuradoria-Geral da República (PGR) firmaram um acordo para o parlamentar devolver R$ 131,5 mil
O deputado federal André Janones (Avante) até o momento não se manifestou sobre o acordo de persecução penal que o livrou da acusação do crime de ‘rachadinha’.
Como mostramos nesta quinta-feira, o parlamentar e Procuradoria-Geral da República (PGR) firmaram um acordo para o parlamentar devolver R$ 131,5 mil, após ser investigado sobre prática de rachadinha em seu gabinete.
Através do Acordo de Não Persecução Penal (ANPP), o valor será ressarcido à Câmara dos Deputados e o parlamentará precisará arcar com uma multa extra de R$ 26,3 mil, o equivalente a 20% do dano ao erário.
O pagamento será realizado em parcelas.
- R$ 80 mil pago em até 30 dias após a homologação do acordo.
- R$ 77,8 mil dividido em 12 parcelas mensais no valor de R$ 6.484,48.
Normalmente vocal nas redes sociais, Janones sequer citou o acordo feito com a PGR. Os trâmites do acordo foram firmados, com a anuência de Janones, em fevereiro deste ano.
Caso Janones
No ano passado, a Polícia Federal (PF) indiciou Janones por um esquema de rachadinha no seu gabinete na Câmara.
Um assessor e um ex-funcionário também foram indiciados.
Eles respondem por crimes de corrupção passiva e associação criminosa.
“O Deputado Federal André Janones é o eixo central em torno do qual toda a engrenagem criminosa gira. A investigação expôs a ilicitude de seus atos em todas as etapas, desde o início até o desfecho”, diz relatório da PF enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) com o indiciamento.
O caso foi revelado no final de 2023, após o site Metrópoles publicar áudios em que Janones sugere a rachadinha, que é a prática de superfaturar o salário dos assessores.
Nas gravações, o deputado ordena seus funcionários a lhe repassarem parte de seus salários para “ajudar a pagar as contas” de sua campanha à prefeitura de Ituiutaba, em 2016.
Em junho, a PF confirmou a autenticidade do material.
Janones declarou no início do escândalo que a reunião teria ocorrido antes de ele tomar posse na Câmara.
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