O recado de Motta contra a CPI do Master
Presidente da Câmara reafirmou a lideranças nesta segunda-feira que não deve instaurar investigações neste ano
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), tem reafirmado a lideranças parlamentares nesta segunda-feira, 18, que a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco Master não é prioridade da Casa.
Neste domingo, antes de uma corrida promovida pela Câmara, Motta afirmou que dará ‘tratamento regimental’ ao pedido de investigação.
“Nós vamos dar um tratamento regimental a essa situação”, disse ele. Em seguida, ao ser novamente questionado sobre o tema, ele declarou a jornalistas: “Vamos cumprir o regimento da Câmara que vai nortear a decisão do presidente”.
Ao todo, Congresso acumula sete pedidos de abertura de investigações sobre o caso. Na Câmara, existem outros 15 requerimentos de CPI que ainda não foram lidos por Motta. Motta tem afirmado que nenhum pedido passará na frente dos outros.
Nesta segunda-feira, o ex-presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana (Podemos-MG), voltou a cobrar a instalação de uma investigação para tratar do Master.
“Pelo jeito, o presidente Hugo Motta já se entregou… Cabe ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, mostrar que ainda existe limite neste país”, declarou ele.
“Fica o desafio: Vossa Excelência também irá se curvar, ou vai mostrar que o Senado não se ajoelha? E a base governista? Silêncio. O PT, que nas redes clama por CPMI, se esconde na hora de colocar o nome no papel. Coragem de palanque, covardia de plenário”.
A pressão por uma CPI do Banco Master aumentou após a revelação da troca de mensagens entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro relacionadas ao financiamento do filme “Dark Horse”, em homenagem ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
O próprio Flávio divulgou na semana passada uma nota à imprensa em que defende a instalação da CPI. Segundo reportagem do Intercept Brasil, Flávio teria tratado de um aporte de US$ 24 milhões para financiar o filme “Dark Horse”, inspirado na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Na nota, o senador afirmou que buscava “patrocínio privado para um filme privado” sobre o pai e negou qualquer envolvimento com recursos públicos.
“Zero de dinheiro público. Zero de Lei Rouanet”, declarou. Flávio também disse que conheceu Daniel Vorcaro apenas em dezembro de 2024, quando, segundo ele, não existiam acusações públicas contra o banqueiro. De acordo com o parlamentar, o contato foi retomado posteriormente devido ao atraso no pagamento de parcelas relacionadas ao patrocínio da produção cinematográfica.
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Comentários (1)
Emerson
18.05.2026 15:52Isso tem nome : MEDO