O que saiu da conversa de Alckmin com o secretário de Comércio de Trump?
Vice-presidente afirmou que o contato durou mais de 50 minutos e foi "importante"
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, revelou nesta quinta-feira, 24, ter conversado no sábado, 19, com o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, para tratar do ‘tarifaço’ de 50% sobre todos os produtos brasileiros.
Segundo ele, a conversa telefônica durou cerca de 50 minutos. Alckmin, contudo, não deu detalhes sobre os tópicos abordados na ligação.
“Conversamos com o governo norte-americano. Tivemos uma conversa com o secretário de Comércio Howard Lutnick. Uma conversa até longa, importante, que entendo importante. Colocando todos os pontos e destacando o interesse do Brasil na negociação”, disse.
“Não é possível o país sofrer uma injustiça dessas”, acrescentou.
Alckmin disse ter sido orientado pelo presidente Lula (PT) a não ter “contaminação política, nem ideológica” nas negociações.
Resposta a Trump?
Na segunda, 21, Lula afirmou que o governo brasileiro enfrenta com “certa tranquilidade” o tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre os produtos nacionais.
Para ele, a “guerra tarifária” só terá início na hora em que ele “der resposta” ao Trump.
Ele também criticou as condições impostas pelo republicano, contidas na carta enviada com anúncio da nova tarifa, classificando as exigências como “não adequadas”.
“Olha, deixa eu te dizer porque eu estou com uma certa tranquilidade. Primeiro, porque eu tenho o Ministério do Exterior [sic] trabalhando isso, eu tenho uma pessoa da qualidade do [Geraldo] Alckmin trabalhando isso, e tenho os empresários que têm que entender que antes dos governos tentarem resolver, os empresários brasileiros precisam conversar com seus contrapartes dos Estados Unidos, porque quem vai sofrer com isso são os próprios empresários.
Nós não estamos em guerra tarifária. Guerra tarifária vai começar na hora que eu der a resposta ao Trump. Se não mudar de opinião, porque as condições que o Trump impôs não são condições adequadas. Ninguém pode, sabe, ameaçar um partido com uma decisão judicial. Quem sou eu para tomar uma decisão diante da Suprema Corte?”, disse a jornalistas no Chile.
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