O que esperar do discurso de Natal de Lula
Com modo reeleição ligado, petista vai tentar enaltecer sua gestão; gravação tem 6 minutos e 39 segundos de duração
O governo Lula informou que o presidente vai fazer na quarta-feira, 24, véspera de Natal, às 20h30, um pronunciamento de fim de ano em rede nacional de rádio e TV.
Com o modo reeleição ligado, Lula (foto) vai tentar enaltecer sua gestão, citando, por exemplo, a aprovação da isenção do Imposto de Renda (IR) para quem recebe até R$ 5 mil.
A mensagem terá duração de 6 minutos e 39 segundos. A comunicação oficial do governo Lula já notificou as emissoras de rádio e TV para se programarem para a transmissão obrigatória.
O ato de convocação de pronunciamento por parte do presidente da República está previsto no inciso XII do art. 6º da Lei nº 14.600, de 19 de junho de 2023.
2026 é logo ali
De olho na reeleição, Lula fez um novo aceno ao eleitorado evangélico. O petista assinou nesta terça-feira, 23, um decreto que estabelece diretrizes para a valorização da música e outros elementos da cultura gospel no país. Além disso, o texto determina que o gênero deve ser reconhecido como uma manifestação da cultura nacional.
A cerimônia ocorreu no Palácio do Planalto e contou com a presença de nomes como Jorge Messias, que é evangélico e foi indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) por Lula para a vaga de Luís Roberto Barroso, que se aposentou em outubro.
Também estiveram no evento Gleisi Hoffmann (PT), ministra das Relações Institucionais; Hugo Motta (Republicanos), presidente da Câmara; Marina Silva (Rede), ministra do Meio Ambiente; Alexandre Silveira (PSD), ministro de Minas e Energia; e a senadora Eliziane Gama (PSD), que é evangélica e participou da edição do decreto com integrantes do governo.
Ao discursar na cerimônia, Lula falou em fazer “justiça ao povo evangélico e à música gospel”.
“É mais um passo importante de acolhimento e respeito à comunidade e ao povo evangélico do Brasil. É um ato simples, mas com força simbólica muito profunda”, acrescentou o petista.
“A cultura gospel não tinha o reconhecimento formal no âmbito da política cultural. Isso dificultava a sua inclusão no planejamento das ações e na preservação de suas manifestações. Hoje estamos inaugurando esse momento. Esse decreto se soma a outros gestos que reafirmam o compromisso do Estado brasileiro com a liberdade religiosa, com o diálogo e com o respeito”, prosseguiu o presidente da República.
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