O plano usado pela PF para prender o presidente da Alerj
Bacellar foi à reunião na PF a convite da corporação, e acabou preso no local
O superintendente da Polícia Federal no Rio, Fábio Galvão, convidou Rodrigo Bacellar para uma reunião na manhã desta quarta-feira, 3, na sede da corporação, onde o presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) acabou sendo preso.
Segundo o G1, Bacellar teve R$ 90 mil apreendidos no carro em que chegou ao local.
Além disso, seu celular também foi recolhido pelos agentes.
Prisão de Bacellar
Bacellar foi preso nesta quarta, 3, suspeito de ter vazado informações sigilosas da Operação Zargun, que culminou na prisão do ex-deputado estadual TH Joias em setembro.
O mandado foi expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que também afastou Bacellar da presidência da Casa Legislativa.
Além da prisão preventiva, a PF cumpriu oito mandados de busca e apreensão e um mandado de intimação para cumprimento de medidas cautelares diversas da prisão.
Segundo a PF, a “atuação de agentes públicos envolvidos no vazamento de informações sigilosas culminou com a obstrução da investigação realizada no âmbito da Operação Zargun”.
’01 de TH Joias
Segundo a PF, Bacellar, foi chamado de “01” por Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias, acusado de ligação com a cúpula do CV (Comando Vermelho), em uma conversa realizada às vésperas da Operação Zargun, realizada em 3 de setembro, que resultou na prisão do ex-deputado estadual.
O relatório apontou que TH Joias estava trocando de aparelho celular para se comunicar por meio do número (83) 99908-0210, com DDD da Paraíba, e Bacellar aparecia como o primeiro contato na lista de comunicação urgente.
“A Polícia Federal (PF) ressalta que “TH inicia contado com BACELLAR chamando-o de “01” e informando que está utilizando esse novo número. BACELLAR responde com uma figurinha, sugerindo que já tinha conhecimento de que haveria a troca”: “Fala 01. Estou nesse”, diz trecho.
Imagem enviada
De acordo com a corporação, TH Joias enviou ao presidente da Alerj uma foto tirada de um celular que exibia imagens do sistema de segurança do imóvel alvo de busca e apreensão, mostrando agentes federais dentro da residência.
“Ainda, segundo a Polícia Federal, “Já no dia da operação, mais precisamente às 06:03h, a gravidade das interações vai além: TH envia para BACELLAR a foto de um celular contendo as imagens do sistema de segurança do imóvel objeto da busca, com a equipe policial desta Polícia Federal em seu interior, além de compartilhar com ele o telefone de sua advogada.”.
Para a PF, tudo ocorreu com conhecimento prévio de Bacellar, que teria orientado TH Joias a remover objetos da casa.
“A autoridade policial ressaltou que RODRIGO DA SILVA BACELLAR tinha o conhecimento prévio sobre a alteração do número de “TH JOIAS”, assim como orientou o investigado na remoção de objetos da sua residência, a indicar um envolvimento direto “no encobrimento do onvestigado à atuação dos órgãos de persecução penal”, diz trecho do relatório da PF.
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