O “ótimo” encontro entre Lula e o dono do Master
Daniel Vorcaro esteve no Palácio do Planalto em 4 de dezembro de 2024; o encontro com o petista ocorreu fora da agenda
O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, deixou o encontro, fora da agenda, que teve com o presidente Lula (PT) em dezembro de 2024, comemorando: “Foi ótimo”.
A celebração foi enviada por mensagem à namorada Marta Graeff, publicou o Uol.
“Muito forte. Ele chamou o presidente do Banco Central que vai entrar e 3 ministros”, continuou o banqueiro, preso novamente pela Polícia Federal na quarta-feira, 4.
O encontro entre Lula e Vorcaro
Daniel Vorcaro esteve na sede do Executivo em 4 de dezembro de 2024, ao lado de Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda, e do ex-CEO do Master Augusto Lima.
Antes de conversar com Lula, eles estiveram com o chefe do gabinete pessoal do presidente, Marco Aurélio Marcola.
Os ministros Rui Costa, da Casa Civil, Alexandre Silveira, de Minas e Energia, e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, também foram chamados para o encontro.
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O teor da conversa
Segundo O Estado de S.Paulo, Vorcaro teria reclamado da “perseguição” realizada por grandes bancos ao Master.
Lula respondeu ao banqueiro que cabia ao Banco Central apurar o caso de maneira “isenta e técnica”.
O presidente da autoridade monetária concordou.
O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master em novembro de 2025 devido à “grave crise de liquidez” do conglomerado, além de “graves violações” às normas do Sistema Financeiro Nacional (SFN).
A nova prisão do dono do Master
Vorcaro foi preso na quarta, 4, pela Polícia Federal em São Paulo.
A medida foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, relator do caso. A investigação apura suspeitas de um esquema bilionário que teria atingido aposentados e pensionistas, além de possíveis tentativas de interferência em investigações e influência sobre agentes públicos.
Ao solicitar a prisão preventiva do banqueiro Daniel Vorcaro, a Polícia Federal revelou a existência de um “núcleo de intimidação e obstrução de justiça”, responsável pelo monitoramento ilegal de adversários, jornalistas e autoridades, ligado ao Banco Master.
As investigações apontam que o grupo criminoso mantinha uma estrutura de vigilância e coerção privada, chamada de “A Turma”, para obtenção ilegal de informações sigilosas e intimidação de críticos do conglomerado financeiro.
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