O dever de casa de Flávio Dino no julgamento de Jair Bolsonaro
Durante reunião com advogados, o ministro do Supremo Tribunal Federal foi tirou as maiores dúvidas sobre a ação penal do golpe
Advogados que atuam na defesa do chamado “núcleo crucial” da ação penal do golpe classificam o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino (foto) como o mais atencioso entre aqueles que fazem parte da Primeira Turma.
Durante as audiências com os advogados, quer seja para esclarecimento de fatos ou entrega de memorais, Dino foi aquele demonstrou maior atenção aos detalhes do processo, questionando advogados sobre dúvidas ou brechas deixadas pela investigação da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Polícia Federal (PF). Ao menos essa foi a avaliação de defensores ouvidos pela reportagem.
Já durante as sustentações orais dos advogados, Dino ficou atento às exposições, fez questionamentos e deixou claro que, de fato, estava levando em consideração as falas dos advogados. Isso, no entanto, não deve levar Dino a defender a absolvição de ao menos um dos réus do “núcleo crucial” da ação penal do golpe.
Leia também: Os sinais dos ministros do STF no primeiro dia de julgamento de Bolsonaro
Fux e Moraes
Alexandre de Moraes, relator do caso, Luiz Fux adotaram postura diametralmente oposta ao longo da exposição do advogado Matheus Mayer Milanez, defensor do ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) Augusto Heleno.
Fux ficou atento à defesa de Heleno ao longo de boa parte da 1h de exposição do advogado, fez anotações e demonstrou real interesse nos argumentos de Milanez.
Moraes, por sua vez, usou boa parte do tempo para fazer revisões processuais e apontamentos em ações penais. Foram poucos os momentos em que Moraes ficou atento à defesa de Heleno.
Leia mais: A diferença de postura entre Fux e Moraes diante da defesa de Augusto Heleno
Assista ao julgamento:
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Comentários (1)
saul simoes junior
03.09.2025 13:47Presta atenção para fazer figuração, só isso, e talvez esteja aprendendo, não para usar no julgamento mas para o notável saber jurídico, que deveria ter quando foi nomeado.