A diferença de postura entre Fux e Moraes diante da defesa de Augusto Heleno
Fux ficou atento à defesa de Heleno ao longo de boa parte da 1h de exposição do advogado, fez anotações e demonstrou real interesse nos argumentos
Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, relator da ação penal da trama golpista, e Luiz Fux adotaram uma postura diametralmente oposta ao longo da exposição do advogado Matheus Mayer Milanez, defensor do ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) Augusto Heleno.
Fux ficou atento à defesa de Heleno ao longo de boa parte da 1h de exposição do advogado, fez anotações e demonstrou real interesse nos argumentos de Milanez. Moraes, por sua vez, usou boa parte do tempo para fazer revisões processuais e apontamentos em ações penais. Foram poucos os momentos em que Moraes ficou atento à defesa de Heleno.
O ministro Flávio Dino, apesar de ser apontado como um possível voto a favor de condenação de Heleno, também observou atentamente à sustentação oral do advogado, inclusive fazendo anotações.
Leia também: Os sinais dos ministros do STF no primeiro dia de julgamento de Bolsonaro
Defesa de Heleno
O advogado de Heleno alegou que o ex-ministro do GSI estava afastado de Bolsonaro nos últimos meses de governo. Segundo a defesa, o afastamento começou quando Bolsonaro se filiou ao PL e se aproximou do Centrão.
“O Ministério Público tenta construir um discurso de que o presidente seria o grande aconselhador. Realmente, general Heleno foi uma figura de destaque. General Heleno foi uma figura política importante, tanto para a eleição quanto para o governo. Mas este afastamento é comprovado. Este afastamento da cúpula decisória. E por mais que tente o Ministério Público falar: ‘ah, mais a cessação não foi completa’. Mas é óbvio. Se a cessação fosse completa, ele teria saído do governo”, argumentou o defensor.
Como prova do afastamento de Augusto Heleno, o advogado citou uma anotação do ex-ministro-chefe do GSI, que, segundo Mayer, “curiosamente foi esquecido pela Polícia Federal”, sobre a vacinação.
“Para o general Heleno, o presidente tinha que se vacinar. Isso está na sua caderneta pessoal. Era um pensamento do próprio general”, comentou o advogado.
Leia mais: Heleno tenta se descolar de Bolsonaro
Assista ao julgamento:
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)