O culto para ‘proteger’ Jorge Messias na sabatina do Senado
Evento ocorreu na noite desta terça-feira, na sede da Assembleia de Deus em Brasília
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça promoveu um culto religioso na véspera da sabatina do advogado-geral da União, Jorge Messias, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, responsável por analisar sua indicação à Corte.
Esse evento foi realizado na sede da Assembleia de Deus em Brasília, a catedral Baleia.
Durante o evento, Mendonça pediu orações para abençoar a sabatina de Messias. Participaram lideranças religiosas, pastores e até parlamentares ligados à Frente Parlamentar Evangélica como o deputado Cezinha de Madureira (PL-SP) e o senador Vandelan Cardoso (PSD-GO).
Como mostramos mais cedo, Messias precisa contornar a resistência do presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
Em conversas com senadores na manhã desta quarta-feira, ele liberou seus aliados a votar contra a indicação Messias.
Durante a sessão da CCJ, o atual advogado-geral da União já se manifestou contra o aborto, a favor da liberdade de imprensa e até criticou abusos do Poder Judiciário.
Alcolumbre se demonstrou extremamente incomodado com movimentos protagonizados por Messias e alguns de seus aliados, como o ministro do Supremo André Mendonça. O presidente do Senado se irritou com o vazamento da informação sobre o encontro secreto tido entre ele e Messias na residência do ministro Cristiano Zanin na semana passada. Para Alcolumbre, teria sido o próprio Messias o responsável pelo vazamento da informação.
Um senador que manteve contato com Alcolumbre confidenciou a este portal que a orientação dada pelo presidente do Senado era que ele “votasse de acordo com sua consciência”. O senador entendeu o recado.
Além disso, Alcolumbre deu um outro recado aos seus aliados na Casa. Caso a indicação de Messias seja rejeitada, ele não pautará uma suposta indicação por parte do governo Lula antes das eleições. A não ser que Lula volte atrás e indique Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
Nas contas tanto de governistas quanto da oposição, Messias tem 35 votos contra a sua aprovação; do outro lado, são 25 votos a favor. A decisão ficará entre os indecisos. Boa parte deles, aliados de Davi Alcolumbre.
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