“O Brasil não é um país fracassado, é um país roubado”, diz Zema
Candidato do Novo iniciou campanha com críticas ao STF e ao governo Lula
Romeu Zema (Novo) iniciou neste domingo, 16, sua campanha à Presidência em Montes Claros, no norte de Minas Gerais. O candidato participou de uma missa e, depois, caminhou até o Mercado Municipal, onde discursou a apoiadores.
A segurança pública foi um dos principais temas do discurso. Zema defendeu o endurecimento das leis penais, a construção de presídios e a criação de uma unidade de segurança de alta capacidade no Norte do país para líderes de facções criminosas.
“O problema do Brasil é que bandido fica solto. A nossa Polícia Militar prende e a Justiça solta, mas nós vamos mudar essas leis. Precisamos colocar para mofar atrás das grades quem estupra, quem mata e hoje fica solto infernizando a vida das pessoas de bem”, afirmou.
Zema também propôs enquadrar facções criminosas como organizações terroristas.
Entre as medidas voltadas às mulheres, citou a ampliação de delegacias especializadas e o uso de tornozeleiras eletrônicas por agressores.
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Críticas ao STF
O candidato direcionou parte do discurso ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Sem citar diretamente o ministro Alexandre de Moraes, fez referência ao contrato de R$ 129 milhões firmado pelo escritório de advocacia da esposa do magistrado com o Banco Master.
“O Brasil não é um país fracassado, é um país roubado. É político ficando cada vez mais rico, com contrato de R$ 129 milhões para esposa, e o povo cada vez mais pobre”, afirmou.
Zema também mencionou o ministro Gilmar Mendes, contra quem responde a um processo, e criticou o que chamou de uma nova “casta” de autoridades.
“Criou-se uma casta nova, a dos intocáveis, que estão em Brasília se considerando acima da lei. Sou o candidato que mais tem denunciado esses absurdos, inclusive respondendo processo do Gilmar Mendes, com muito orgulho. Vou continuar falando porque não tenho rabo preso”, disse.
Disputa pela direita
O ex-governador mineiro também criticou a política externa do governo Lula e responsabilizou o presidente pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.
Defendeu uma postura mais pragmática nas relações com Washington e Pequim.
Zema afirmou ainda que espera chegar ao segundo turno e pregou a união dos candidatos de direita contra o PT.
“Estarei no segundo turno e, tal como aconteceu no Chile, toda a direita estará unida. Qualquer um que estiver contra o PT terá o meu voto”, disse.
A escolha de Montes Claros para a largada teve relação com a trajetória de Zema em Minas Gerais. O candidato citou obras e investimentos na região e disse que pretende levar esse modelo para o restante do país. O governador Mateus Simões (PSD), que declarou apoio a Zema, não participou dos compromissos deste domingo.
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Comentários (1)
Fabio
16.08.2026 16:01Imagina o fracasso de quem gasta 60 milhões, dos 100 milhões do Novo, numa pre-campanha, e ainda assim ficar em quinto lugar? Os 40 que sobraram será para a campanha não só dele, como do resto do Novo inteiro, kkkk.