“O assalto ao BRB é vergonhoso”, diz Arruda sobre caso Master
Pré-candidato ao GDF afirma que fecharia agências fora de Brasília, cortaria gastos e negociaria novas fontes de recursos para o banco
A crise envolvendo o Banco de Brasília (BRB) e as operações relacionadas ao Banco Master dominou parte da entrevista concedida pelo pré-candidato ao Governo do Distrito Federal, José Roberto Arruda (PSD), ao programa Meio-Dia em Brasília, de O Antagonista.
Questionado sobre quais medidas adotaria caso estivesse no comando do Palácio do Buriti diante do atual cenário, Arruda fez duras críticas à gestão do banco e classificou a operação envolvendo títulos adquiridos pelo BRB como um erro de grandes proporções.
“O assalto que fizeram ao BRB é uma coisa inimaginável. Um banco público comprar 16 bilhões de títulos podres de um banco quebrado, nunca vi nada igual”, afirmou.
Segundo o ex-governador e pré-candidato ao GDF, sua primeira medida seria promover uma ampla redução de despesas. Entre as ações citadas estão o fechamento das agências mantidas fora do Distrito Federal e a revisão de contratos de patrocínio.
“Fecharia as 19 agências do BRB de fora de Brasília. Tem agência em Dubai, Nova York, Correntes no Piauí. Fecharia tudo”, disse.
Arruda também afirmou que acabaria com gastos considerados não essenciais.
“Acabaria com esses patrocínios de time de fora de Brasília, de Fórmula 1, de sala VIP para autoridade”, declarou.
Outra medida defendida pelo pré-candidato seria a implementação de um programa de demissão voluntária e a redução da estrutura administrativa do banco.
Além do corte de despesas, Arruda afirmou que buscaria negociar junto ao governo federal e ao Banco do Brasil a transferência de operações ligadas ao Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO) para fortalecer o BRB.
Para ele, as soluções discutidas atualmente não resolvem o problema estrutural da instituição.
“As medidas que foram tomadas agora é empurrar o problema com a barriga. O banco tá quebrando e eles foram para o agiota. Vão pegar 6 bilhões para pagar 15 bilhões”, afirmou.
Ao final, classificou tanto a operação quanto as medidas adotadas para enfrentá-la como “vergonhosas”.
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Comentários (1)
Juarez Borges
25.06.2026 14:47A honestidade em pessoa...kk