O abraço de Sóstenes em Messias
O líder do PL na Câmara foi à CCJ do Senado conversar com o indicado de Lula para o STF
Líder do PL na Câmara, o deputado federal Sóstenes Cavalcante (RJ) foi à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado dar um longo abraço (foto) no advogado-geral da União, Jorge Messias, que está sendo sabatinado pelo colegiado.
Messias foi indicado pelo presidente Lula (PT) para ocupar a vaga deixada por Luís Roberto Barros no Supremo Tribunal Federal.
Além do abraço, Sóstenes e Messias conversaram a sós por pelo menos 20 segundos.
O ato de Sóstenes em relação ao AGU provocou uma série de reclamações bolsonaristas nas redes sociais.
Sóstenes e a indicação de Messias
Evangélico, Sóstenes criticou duramente a indicação de Messias antes de Lula concretizá-la.
“Evangélico de esquerda representa 5% dos evangélicos. Caso Lula o indique, estará escolhendo um esquerdista evangélico. Evangélicos esquerdistas não chegam a 5% do total”, disse.
Em entrevista, ele afirmou: “Antes de ser evangélico, ele é um petista; para mim, são duas coisas que não se comungam”.
Após a indicação, Sóstenes disse: “Com a indicação do Jorge Messias para o STF, caso ele seja aprovado pelo Senado, ele tem 45 anos, serão mais 30 anos de um esquerdista petista julgando e atrasando o Brasil com seus valores de esquerda!”
PL contra Messias
O PL de Sóstenes Cavalcante e o Novo fecharam questão na terça-feira, 14, contra a indicação de Messias ao STF.
“Em um cenário que exige firmeza, coesão e clareza de posicionamento, o PL e o Novo no Senado deliberou pelo fechamento de questão em duas matérias de extrema importância nacional: a indicação ao STF e a votação relativa à derrubada do veto sobre a dosimetria. Esta decisão representa, antes de tudo, um gesto concreto de unidade partidária, essencial para o fortalecimento da atuação política e para a defesa dos valores que norteiam o partido e seus representantes.
No que se refere à indicação ao STF, o PL e o Novo no Senado Federal entende que o atual momento não se mostra adequado para a nomeação de novos membros à Corte. Tal posicionamento decorre da percepção de um cenário de instabilidade institucional, marcado por questionamentos relevantes acerca da atuação do Supremo, bem como pelo distanciamento crescente entre a Corte, o Poder Legislativo e a sociedade brasileira”, afirmaram os partidos em nota.
Ao fechar questão, o PL determinou que todos os seus senadores votarão contra a indicação de Messias ao STF.
Como deputado federal, Sóstenes não vota.
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