Novo lança Van Hattem à presidência da Câmara
"Não podemos ficar nas mãos dos mesmos grupos que têm dominado a Câmara e o Senado há tantos anos", afirmou Marcel van Hattem
O Partido Novo oficializou, nesta segunda-feira (27), a candidatura do deputado Marcel van Hattem (RS) à presidência da Câmara dos Deputados, na disputa pela sucessão de Arthur Lira (PP-AL). Em um movimento de oposição, o parlamentar criticou a polarização entre as candidaturas do ‘centrão’ e do PSOL, afirmando que a oposição precisa de uma alternativa na disputa.
“Não estamos confortáveis com o fato de termos apenas duas candidaturas lançadas, uma do Centrão e outra do PSOL. A oposição precisa ter uma opção pois entendo que não podemos ficar nas mãos dos mesmos grupos que têm dominado a Câmara e o Senado há tantos anos. Não há clareza sobre quais propostas da oposição serão de fato implementadas por Hugo Motta se, de fato, for eleito. E quando alguém tem apoio do PT eu tenho automaticamente o pé atrás”, declarou van Hattem.
O deputado se comprometeu com pautas como o impeachment de Lula, a anistia aos presos do 8 de janeiro, a defesa das prerrogativas parlamentares e o combate ao abuso de autoridade. “Nosso compromisso é com o Brasil, não com barganhas políticas ou interesses de curto prazo. Queremos devolver o protagonismo ao Parlamento e garantir que as decisões tomadas aqui reflitam os anseios da população”, afirmou.
A nota enviada pela liderança do partido destaca a importância de Marcel van Hattem como uma das figuras mais expressivas da legenda, com uma imagem consolidada no Congresso Nacional.
Girão, candidato ao Senado
No Senado, o Partido Novo também lançou a candidatura de Eduardo Girão, senador pelo Ceará, para a presidência da Casa. O parlamentar se destaca pela atuação por temas como o combate à corrupção, a defesa da liberdade de expressão e a fiscalização dos gastos públicos.
“Precisamos de uma presidência que não seja submissa, mas que represente os interesses legítimos dos brasileiros”, afirmou o cearense.
Girão também criticou as ações de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e os acusou de particar “ativismo judicial”. Para ele, é preciso “retomar o equilíbrio entre os três Poderes” e garantir a independência do Senado frente ao Judiciário. “Hoje, infelizmente, estamos vivendo uma ditadura da toga, com direito a presos políticos, em pleno século XXI”, disse.
O senador ainda fez críticas ao favoritismo de Davi Alcolumbre (União-AP) na corrida pela presidência do Senado, afirmando que, quando presidente, ele “apequenou o Senado permitindo uma invasão cada vez maior de competências por parte do Poder Judiciário, principalmente, gerando um caos institucional e levando o Brasil à insegurança jurídica”.
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