Nikolas critica Toffoli e diz que Renan ajudou a “alimentar o monstro”
Deputado classificou como "péssimo precedente" a decisão do ministro do TSE contra a candidatura presidencial de Renan Santos
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou nesta segunda-feira, 31, que a decisão do ministro do Tribunal Superior Eleitoral, Dias Toffoli, que suspendeu a campanha de Renan Santos (Missão) à Presidência “abre um péssimo precedente”.
Em postagem no X, o parlamentar acusou Renan e a Missão de terem comemorado a “censura” contra outros alvos da direita e de terem alimentado “o monstro que hoje os atinge”.
“A decisão de Toffoli de suspender a candidatura de Renan é preocupante e abre um péssimo precedente. Deixo meu repúdio a essa medida. Mas que fique claro: isso não apaga o fato de que ele e seu grupo comemoraram a censura e a perseguição quando o alvo era a direita e ajudaram a alimentar o monstro que hoje os atinge”, diz a publicação.
Segundo Nikolas, o único candidato possível a derrotar o presidente Lula (PT) é o senador Flávio Bolsonaro (PL).
“Espero que esse episódio sirva para acordá-los para o verdadeiro risco que a nossa democracia corre neste exato momento, especialmente caso Lula seja reeleito. Nesse cenário, o único que representa uma chance real de reverter essa situação e defender a liberdade é Flávio Bolsonaro”.
Decisão de Toffoli
Na decisão, Toffoli determinou a suspensão da realização de propaganda eleitoral da chapa do Missão, de repasses do Fundo Eleitoral e do direito de participar de debates em rádio, televisão, podcasts e outros meios de comunicação.
A decisão, no entanto, não suspende a candidatura do presidente da Missão à Presidência da República.
Relator do pedido de registro de candidatura de Renan, Toffoli entendeu que perfis irregulares estariam divulgando conteúdos favoráveis ao candidato.
“Cabe, então, explicitar que a omissão estratégica da informação sobre as redes sociais, fundante de toda a legitimidade da campanha digital a ser desenvolvida, denota, por si, descompromisso com aqueles bens jurídicos. Isso porque, como regra, o registro de candidatura comporta prazo para sanear pendências de documentos e informações que, se regularizadas, não são aptas a acarretar o indeferimento do registro. O candidato que omite tempestiva informação sobre perfis de campanha e a presta a destempo utiliza-se do prazo de diligências em franco desvio de finalidade. Calcula que o registro não será indeferido, supondo ‘regularizada’ a pendência, e ganha, a cada dia, imensurável vantagem sobre os competidores que cumpriram suas obrigações. As redes não informadas beneficiam-se de algoritmos opacos e se furtam ao controle social e legal. Dissimulam-se como usuários comuns, transitando à margem do espaço legítimo de disputa no ambiente digital.”
Segundo o ministro, 16 perfis em redes sociais foram informados “12 dias após o requerimento de registro”.
“Em simples consulta ao primeiro deles, que conta com 2,4 milhões de seguidores, constatei que o perfil veicula propaganda eleitoral, atrai recomendações de outros candidatos (que, portanto, igualmente não informaram os endereços à Justiça Eleitoral) e está sendo recomendado por esses candidatos”, afirmou Toffoli na decisão.
“A constatação é suficiente para, no exercício do poder geral de cautela, determinar, de ofício, medidas necessárias para impedir a continuidade dos benefícios obtidos de forma inidônea em razão da omissão dos endereços”, acrescentou.
A decisão é válida também para Aroldo Medina, candidato a vice-presidente de Renan Santos.
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