Nikolas cobra votação da maioridade penal e cita casos de violência
Deputado do PL afirmou na CCJ que a esquerda atrasa a discussão há mais de duas décadas e rebateu críticas à proposta
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) defendeu nesta terça-feira, 9, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, a redução da maioridade penal e acusou a esquerda de impedir o avanço do tema há mais de duas décadas.
“Já são 23 anos que o PT tem atrasado a aprovação desse projeto”, afirmou.
Ao rebater os argumentos contrários à proposta, Nikolas questionou a tese de que a punição de adolescentes envolvidos em crimes graves não contribuiria para a segurança pública.
“O único argumento que eu ouvi aqui é de que colocar menores na cadeia não vai deixar as pessoas mais seguras”, disse.
O parlamentar também citou países como China, Cuba, Rússia e Coreia do Norte para sustentar que legislações mais rígidas para adolescentes não são exclusividade de governos conservadores.
Segundo ele, os opositores da proposta ignoram casos recentes envolvendo menores suspeitos de crimes graves, como tentativa de feminicídio, homicídio e roubo.
“Nessa semana que vocês estão atrasando o projeto ser aprovado, um adolescente foi apreendido suspeito de tentar cometer feminicídio contra a própria mãe”, afirmou.
Nikolas reconheceu que a redução da maioridade penal não resolverá sozinha os problemas da segurança pública, mas argumentou que a medida faz parte de um conjunto de ações necessárias para combater a criminalidade.
“Ninguém aqui está vendendo que isso é bala de prata para resolver a segurança do nosso país”, disse.
O deputado ainda defendeu o enquadramento de organizações criminosas como grupos terroristas e afirmou que criminosos devem ser punidos “seja na favela ou na Faria Lima”.
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