“Nem a Economist aguenta mais”, diz Moro sobre Lula
O ex-juiz da Lava Jato ressaltou que a revista britânica chamou as políticas econômicas de Lula de "medíocres"
O senador Sergio Moro (União-PR) afirmou nesta quarta-feira, 31, que nem a revista britânica The Economist “aguenta mais” o presidente Lula (PT).
Na terça, 30, a publicação defendeu em editorial que o petista abdique de concorrer à reeleição em 2026.
No X, o ex-juiz da Lava Jato ressaltou que a Economist chamou as políticas econômicas de Lula de “medíocres”.
“Meu desejo para os brasileiros para 2026 é que possamos virar em definitivo essa página de mandatos presidenciais de Lula, com governos manchados por escândalos sucessivos de corrupção, atraso econômico e incompetência na gestão. Nem a The Economist aguenta mais (‘medíocre’)”, escreveu Moro.
The Economist
a revista The Economist defendeu em editorial que o petista abdique de concorrer à reeleição em 2026.
Para a publicação, o Brasil precisa de renovação política e estabilidade das instituições.
“Apesar de todo o seu talento político, é simplesmente arriscado demais para o Brasil ter alguém tão idoso no poder por mais quatro anos. Carisma não é escudo contra o declínio cognitivo”, afirma a publicação, que relembra o caso de Joe Biden, nos EUA.
Sobre a economia, o texto descreve as diretrizes atuais como focadas em programas sociais e aumento de impostos, apesar da simplificação tributária. A revista vê limitações nesse modelo para o setor produtivo.
“Embora a economia brasileira tenha crescido surpreendentemente rápido nos últimos anos, as políticas econômicas de Lula são medíocres. Elas se concentram principalmente em auxílios aos pobres, com medidas de arrecadação de receita cada vez menos favoráveis às empresas, embora ele também tenha agradado os empregadores com uma reforma tributária simplificada”.
A publicação observou a ausência de um herdeiro político preparado no campo governista, o que favorece a manutenção do nome de Lula. O ministro Fernando Haddad é citado como alternativa interna, mas com baixa adesão do eleitorado.
Oposição a Lula
No campo oposto, o editorial avaliou que o capital eleitoral de Jair Bolsonaro enfrenta dificuldades de transferência para seus descendentes diretos. O senador Flávio Bolsonaro é analisado como um nome com poucas chances de vitória.
“Flávio é impopular, ineficaz e quase certamente perderia uma disputa contra Lula”, projeta o editorial. Diante disso, o governador paulista Tarcísio de Freitas é apontado como a opção mais competitiva da direita, por representar uma imagem institucional estável:
“(…) Tarcísio de Freitas, o governador conservador de São Paulo (…) já tem uma leve vantagem nas pesquisas contra Lula em comparação com Flávio, apesar de não estar oficialmente concorrendo e se recusar a dizer se vai ou não. O Sr. Bolsonaro ainda pode perceber que Flávio não tem chance e mudar seu apoio para o Sr. Freitas. De qualquer forma, o Sr. Freitas deveria ter a coragem de entrar na disputa. Ao contrário dos Bolsonaros, ele é ao mesmo tempo ponderado e democrata. Ao contrário de Lula, ele tem apenas 50 anos”.
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