“Não vou me omitir, voto Flávio Bolsonaro”, diz Zema
Ex-governador afirmou que não ficará "em cima do muro" no segundo turno
O candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema, declarou apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais.
Em vídeo divulgado nas redes, o ex-governador de Minas afirmou que a mensagem das urnas no primeiro turno foi clara e defendeu uma mudança no governo federal.
“A mensagem que o brasileiro mandou nas urnas nesse último domingo tá muito clara. Precisamos tirar dos intocáveis de Brasília. E com o avanço que a direita teve no Senado e na Câmara, ela já tem um número de parlamentares suficiente para poder pedir o impeachment. O partido ao qual pertenço, Partido Novo, avançou muito, elegeu 10 deputados federais e três senadores que vão estar lutando por um Brasil melhor.“
Zema disse que não ficará “em cima do muro” e que o Brasil “não aguenta mais 4 anos de Lula”.
“Mas nós ainda temos uma grande batalha agora, dia 25. derrotar o Lula e o PT. Eu não vou me omitir, nem ficar em cima do muro nesse momento tão importante. Voto contra o PT, voto no Flávio Bolsonaro. O Brasil não aguenta mais 4 anos de Lula, nem mais quatro ministros nomeados pelo Lula. Estamos juntos no dia 25″, finalizou.
Zema teve 326.488 votos, o equivalente a 0,27% dos votos válidos, e terminou o primeiro turno em sexto lugar.
Primeiro turno
A disputa presidencial de 2026 chegou ao primeiro turno marcada principalmente pela polarização entre Lula e Flávio.
Ao todo, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou 12 candidaturas à Presidência. A chapa de Pablo Marçal (PRTB), inicialmente apresentada, acabou barrada pela Justiça Eleitoral por problemas relacionados à filiação partidária.
Além de Lula, Flávio e Cury, concorreram Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão), Samara Martins (UP), Hertz Dias (PSTU), Edmilson Costa (PCB), Rui Costa Pimenta (PCO), Clariana Barão (DC) e Wilson Grassi (Democrata).
Apesar do número de candidaturas, os levantamentos da reta final mostraram Lula e Flávio concentrando a maior parte das intenções de voto.
A campanha também revelou uma divisão regional pronunciada. Na pesquisa Real Time Big Data divulgada em 1º de outubro, Lula aparecia numericamente à frente no Nordeste e no Norte, enquanto Flávio liderava no Sul e no Centro-Oeste e estava numericamente à frente no Sudeste, dentro da margem de erro.
No Nordeste, Lula tinha 62% contra 26% de Flávio; no Sul, a relação se invertia, com 52% para Flávio e 27% para Lula. No Centro-Oeste, o placar era de 45% a 32% para o candidato do PL.
Os demais presidenciáveis tentaram romper essa concentração. Caiado apostou sobretudo em sua experiência como governador de Goiás, Zema na trajetória à frente de Minas Gerais, enquanto Cury e Renan Santos buscaram espaço fora dos dois principais polos. Ainda assim, nenhum deles chegou à reta final com desempenho nacional próximo ao dos candidatos de PT e PL.
Na última pesquisa AtlasIntel antes da votação, inclusive, uma eventual disputa de segundo turno entre Lula e Flávio aparecia em empate técnico: 50,1% a 49,9% dos votos válidos, com margem de erro de um ponto.
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