“Não vamos tolerar abuso”, diz Tarcísio sobre policiais que mataram suspeito rendido
Câmeras corporais confirmaram ilegalidade durante operação em Paraisópolis, segundo o governador de São Paulo
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou neste sábado, 12, que os dois policiais envolvidos na morte de um homem já rendido na favela de Paraisópolis serão indiciados por homicídio doloso e “vão responder pelo crime que cometeram”.
“E vai ser assim, sempre”, disse Tarcísio. “A gente vai coibir essa ilegalidade com rigor para dar o exemplo, para dizer: ‘Nós vamos dar o respaldo, sim, para as forças de segurança, mas não vamos tolerar o desvio, nós não vamos tolerar a ilegalidade, nós não vamos tolerar o abuso’”.
A declaração foi feita durante evento em Cerquilho (SP), dois dias após o episódio que gerou protestos e vandalismo em Paraisópolis, com queima de pneus, carros virados e bloqueios de ruas. A reação da população, segundo Tarcísio, indicou que algo havia dado errado na operação policial.
Igor Oliveira de Moraes Santos, 24 anos, era suspeito de tráfico de drogas e estava com um grupo que fugiu da polícia.
Imagens das câmeras corporais dos policiais mostraram o momento em que ele foi atingido por tiros de espingarda e pistola, mesmo já rendido e sem oferecer perigo. Segundo o governador, foi a partir da análise das imagens dos equipamentos que se constatou que “havia uma ilegalidade”.
Tarcísio reforçou que a polícia continuará “combatendo o crime de forma incessante” para garantir a segurança em São Paulo. Ele afirmou ainda que o investimento em tecnologia e inteligência artificial será ampliado.
“A gente vai precisar investir muito mais em tecnologia, muito mais em inteligência artificial, agregar isso nas nossas ações e sempre reciclando, sempre fazendo treinamento para que eventos como o de Paraisópolis não voltem a se repetir”, acrescentou.
Os agentes que efetuaram os disparos, identificados como cabos Renato Torquato da Cruz e Robson Noguchi de Lima, pertencem ao 16º Batalhão, responsável pela região de Paraisópolis.
Ambos foram presos em flagrante. Outros dois policiais que participaram da operação foram indiciados, mas não presos.
“Eu estava completamente errado”
Em dezembro do ano passado, Tarcísio reconheceu publicamente erros na política adotada para as câmeras corporais dos policiais militares em sua gestão.
“Você pega a questão das câmeras: eu era uma pessoa que estava completamente errada nessa questão”, disse o governador, em 5 de dezembro. “Hoje, estou completamente convencido que é um instrumento de proteção da sociedade e do policial. E nós vamos não apenas manter, mas ampliar o programa.”
No dia seguinte, Tarcísio reconheceu os efeitos negativos das falas das autoridades no comportamento dos policiais: “Nosso discurso tem peso e, se erramos a mão no discurso, isso tem peso”.
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Comentários (1)
Claudemir Silvestre
12.07.2025 18:08Engraçado … sempre a mesma coisa, basta um candidato ANTI LULA subir nas pesquisas, começam as perseguições, acusações !! Esta ESQUERDA, o governo do “amor” … é SUJA, BAIXA, CORRUPTA e não esta nem aí para o Brasil !! O projeto do PT é um projeto de PODER !!!