“Não vamos ficar dando palco para figuras menores”, diz Gilmar sobre Vieira
Ministro do STF criticou vazamento de mensagens entre Daniel Vorcaro e Martha Graeff: "Aquilo é constrangedor"
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), minimizou o relatório final da CPI do Crime Organizado elaborado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que pediu o seu indiciamento e de outros dois ministros da Corte.
Gilmar disse que não necessário “dar palco” para “figuras menores”.
“Quanto ao resultado dessa CPI do Crime Organizado, considerando a gravidade da situação no Brasil, a montanha pariu um rato. Ele não tinha o que apresentar sobre crime organizado. Há um consenso no relatório que ele foi rejeitado. Vamos dedicar atenção ao que realmente importa. Não vamos ficar dando palco para figuras menores”, afirmou ao Metrópoles.
Na última quarta-feira, 15, Gilmar apresentou uma representação junto à PGR solicitando investigação sobre Vieira por suposto abuso de autoridade.
Mensagens íntimas
Na entrevista, o decano do STF criticou os vazamentos de mensagens íntimas entre o banqueiro Daniel Vorcaro e sua ex-namorada Martha Graeff. Gilmar classificou o tópico como “constrangedor”.
“Não é razoável que, nas CPIs, haja vazamento de informações. Eu, como juiz, vou levar ao plenário aos colegas a necessidade de que haja maior necessidade das CPIs de preservar. Vocês viram aqueles vazamentos das conversas íntimas da Martha Graeff. Aquilo é constrangedor”, disse.
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Divisões no STF
Gilmar também negou que haja um racha entre os ministros do Supremo.
“Não. Divisões sempre houve no tribunal e a unanimidade não é um estado normal do tribunal. Nas Cortes, em geral. Agora, o tribunal é o modelo de colegiado. Eu já disse em outras oportunidades que ideias de fora pra dentro, normalmente, não são bem recebidas. Quem achar que vai na FGV, no instituto FHC para pressionar o tribunal, não conhece o tribunal.”
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