“Não tem nada de irregular”, diz Padilha sobre transplantes de Faustão
Declaração do ministro da Saúde foi feita após questionamentos sobre a rapidez com que o apresentador recebeu órgãos
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou em vídeo divulgado neste sábado, 9, nas redes sociais que não há “nada de irregular” nos transplantes realizados por Faustão. A declaração foi feita após questionamentos sobre a rapidez com que o apresentador recebeu órgãos para transplantes.
“Chama o VAR. Não tem nada de irregular no transplante que o Faustão está fazendo. Ele fez um transplante porque já estava na fila de espera de urgência. Casos como o dele são realizados mais rápido por causa disso. Inclusive, alguns deles são realizados em até 48 horas”, afirmou o ministro.
Padilha disse ainda:
“Só no ano passado, mais de 100 casos de transplantes no Brasil pelo SUS envolviam pessoas que fizeram dois ou mais procedimentos. Não tem nada de irregular com o que está acontecendo com o Faustão. Respeite o SUS, respeite o Faustão, respeite os profissionais de saúde.”
Fausto Silva, de 75 anos, está internado no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, desde 21 de maio, tratando uma infecção bacteriana aguda com sepse. Na primeira semana de agosto, ele passou por um transplante de fígado e um retransplante renal, ambos realizados em dias consecutivos.
Critérios oficiais e histórico de saúde
A Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, como mostramos, também se manifestou e afirmou que todos os procedimentos seguiram rigorosamente os critérios oficiais de prioridade e gravidade.
Segundo nota, Faustão foi inscrito na fila de transplante duplo de fígado e rim em maio de 2025 e foi operado em 6 e 7 de agosto, conforme estabelecido pelos protocolos legais.
A Central de Transplantes de São Paulo informou que o apresentador também recebeu um transplante de coração em agosto de 2023 e passou por um transplante renal em fevereiro de 2024, sempre respeitando a ordem e a prioridade da fila única para esses órgãos.
Os órgãos usados nos procedimentos mais recentes foram doados por um único doador, e as cirurgias foram conduzidas por uma equipe especializada, incluindo o nefrologista Álvaro Pacheco e Silva Filho e o cirurgião Marcelo Bruno de Rezende.
Faustão enfrenta um histórico de complicações, incluindo insuficiência cardíaca, que motivou o transplante de coração, além da insuficiência renal que exigiu sessões de hemodiálise antes de poder ser submetido aos novos procedimentos.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)