“Não tem impacto em preço”, diz Haddad sobre imposto de importação
Ministro da Fazenda defende proteção à indústria local e nega que medida vá encarecer produtos para o consumidor
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu na noite desta quarta-feira, 25, o aumento das alíquotas do Imposto de Importação, e rejeitou a avaliação de que a medida trará consequências sobre os preços ao consumidor.
A declaração foi dada na entrada do Ministério da Fazenda e ocorre em meio a projeções de que a mudança tarifária vai ampliar a arrecadação federal em cerca de R$ 14 bilhões em 2026.
Para o ministro, a elevação das tarifas tem caráter regulatório e visa proteger a produção instalada no país, diante da concorrência de produtos importados vendidos a preços artificialmente reduzidos.
Segundo Haddad, mais de 90% dos bens atingidos pela medida já são fabricados em território nacional, o que, na visão do governo, afasta qualquer pressão sobre os preços.
“Não tem impacto em preço, é uma mentira o que estão falando, que isso vai encarecer, porque os produtos são feitos aqui, mas impede que uma empresa estrangeira, utilizando um subterfúgio, consiga concorrer com a empresa que está instalada no Brasil com um produto similar”, afirmou o ministro.
Celulares e a Zona Franca
Um dos focos do debate é o setor de eletrônicos, especialmente os telefones celulares. O varejo teme que a alta tarifária eleve o preço final dos aparelhos. Haddad rebateu a preocupação apontando que a maior parte dos celulares comercializados no Brasil é montada internamente, sobretudo na Zona Franca de Manaus.
“Mais de 90% dos celulares consumidos no Brasil são feitos no Brasil. Portanto, não há importação relevante”, disse o ministro.
Para o governo, a tarifa afeta apenas os aparelhos produzidos no exterior que chegam ao mercado brasileiro com preços incompatíveis com os praticados pela indústria local.
A medida foi aprovada pela Camex, a Câmara de Comércio Exterior, e o ministro argumentou que sua natureza regulatória dispensa a análise de impacto tributário convencional exigida para mudanças fiscais tradicionais. “É uma medida de proteção contra o comércio internacional desleal”, declarou.
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Comentários (10)
Emerson
26.02.2026 15:42Depois é só chamar a "Esbanja" para explicar , assim como aconteceu com a taxa das blusinhas.
Magdalena Buzolin
26.02.2026 09:50E lá se vão milhares de empregos…
Jorge Irineu Hosang
26.02.2026 09:16Existe uma máxima, empresa não paga imposto, empresa repassa. Isso tudo que ele faz, vai parar no preço final do produto, que paga é o contribuinte. Ele deveria se perguntar, em tempo, por qual razão a indústria têxtil em peso está se mudando para países vizinhos, que fazem parte do Mercosul!! Resposta: a matéria prima é altamente taxada, custos de produção altíssimos, e outros fatores que tiram a competitividade, além de se ter alto risco de multas e entraves burocráticos causados no desembaraço da matéria-prima. Quando terminar esse governo, o Paraguai estará produzindo mais têxtil que Santa Catarina, por exemplo; só que ai, ele não vai mais poder criar taxação contra o Paraguai, porque ele é membro do Mercosul.
Denise Pereira da Silva
26.02.2026 09:11Taxxad mente com a cara mais deslavada do mundo. Mesmo que no Brasil se fabrique boa parte dos bens taxados nessa leva, e a qualidade dos mesmos? E são fabricados em quantidades suficientes para suprir a demanda? Preparem-se para pagar mais, por exemplo, por exames médicos de imagem e celulares, para dizer o mínimo.
Jorge Irineu Hosang
26.02.2026 09:09Ele não só é cínico como também idiota. Os celulares "montados" em Manaus são todos importados. Sobre os impostos cobrados na importação de produtos vendidos a "preços artificiais", ele poderia também explicar por qual razão a Receita Federal do Brasil estabelece que alguns produtos tenham preço mínimo para inserção nas declarações de importação que são 3x o valor de compra no exterior, ai, sobre este valor mínimo, aplicam os impostos (ou seja, se o imposto importação é de 15% sobre o produto, passa a ser, na verdade de 45% e, claro, depois vem todo o resto aplicado sobre, IPI, PIS/COFINS, e também o ICMS...). Falta que alguém o desfaça em público, para que ele perca essa cara de "Professor" que nada sabe e que nada entende. Vergonhoso!!
Claudio Naves
26.02.2026 09:00Realmente esse sujeito é analfabeto em economia !
ISABELLE ALÉSSIO
26.02.2026 08:57Olha aí o protecionismo! 😸💸 Pagaremos mais essa conta.
Márcio Roberto Jorcovix
26.02.2026 08:50Aumenta-se os impostos no Brasil para arrecadar mais, no entanto eles falam que não vão subir os preços. Aí os preços sobem e as indústrias nacionais perdem competitividade, entram com processo anti damping. O que faz o governo então? Aumenta o imposto de importação, mas também não vai gerar aumento de preços segundo eles. É impressionante o jeito de governar desta turma da esquerda. Enquanto isto tem muitos empresários indo para o Paraguai. Mas, daqui a pouco eles irão inventar o imposto Paraguai
Fernando Roberto Benitez Nobrega
26.02.2026 05:51Esse senhor pensa que nós somos idiotas e ignorantes. Mas ele é um ministro da Economia que não estudou economia. Ele é o "poste" do Lula, portanto, o que mais posso esperar dele - Nada. Mas é uma ofensa aos brasileiros sermos tratados como ignorantes.
Fabio
26.02.2026 05:01Nâo é só que esse sujeito é um imbecil, é um mentiroso completo. Qual indústria esse imposto vai proteger? Não tem industria alguma aqui. É impossível uma industria no Brasil vigorar com o tanto de taxação na cadeia de produção, a falta de infra, legislação trabalhista insana e insegurança jurídica.