“Não sou e nunca fui bandida!”, afirma Deolane em carta
Influenciadora afirma em carta que valor de R$ 24,5 mil recebido é legítimo e questiona ausência de convocação policial
Em carta divulgada pela irmã, a influenciadora e advogada Deolane Bezerra afirmou ser alvo de perseguição e rejeitou qualquer vínculo com o PCC (Primeiro Comando da Capital).
O documento, publicado nas redes sociais de Dayanne, apresenta a versão da investigada sobre a prisão decretada no âmbito da Operação Vérnix, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil para apurar suposto esquema de lavagem de dinheiro associado à organização criminosa.
A versão da defesa
Segundo informações divulgadas pela própria Deolane na carta, o elemento que motivou sua prisão preventiva é um depósito de R$ 24.500 creditado diretamente em sua conta bancária.
A influenciadora sustenta que o valor corresponde a honorários recebidos no exercício da advocacia e que o pagamento não ocorreu por meio da transportadora mencionada nas investigações. “Reitero a minha inocência e deixo claro que estou presa pela quantia de R$ 24.500”, escreveu.
No texto, ela também contesta informações atribuídas ao inquérito, como a de que seria titular de 37 empresas. Segundo a carta, o dado poderia ser verificado “em uma simples pesquisa na junta comercial”. Deolane afirmou ainda nunca ter visitado a Penitenciária II de Presidente Venceslau, unidade citada nas apurações.
Críticas ao processo investigativo
Um dos pontos mais destacados na carta é a ausência de convocação da investigada para prestar esclarecimentos ao longo de mais de quatro anos de inquérito. “Minha vida é pública, meu endereço é público. Nunca fui ouvida em mais de 4 anos”, afirmou. A declaração sugere questionamento ao rito adotado pelas autoridades, já que a prisão preventiva teria ocorrido sem que Deolane fosse formalmente ouvida em nenhum momento da investigação.
A advogada relatou ainda que foi surpreendida com uma arma apontada para o rosto durante o cumprimento do mandado em sua residência, localizada em Barueri, na Grande São Paulo. Ao encerrar o texto, apresentou-se como profissional do direito, mãe e empresária: “Não sou e nunca fui bandida! Sou mãe, sou empresária, sou advogada. Uma nordestina que venceu na vida pelo próprio suor”.
A Operação Vérnix, que resultou também no bloqueio judicial de bens e ativos financeiros dos investigados, é descrita pelas autoridades como parte de uma investigação estrutural sobre o braço financeiro do PCC. A Justiça determinou a prisão preventiva de Deolane sem que houvesse, segundo ela, qualquer contato prévio com a defesa ou a investigada.
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