“Não saí do Brasil, saí pelo Brasil”, diz Flávio Bolsonaro sobre fuga para EUA
Senador afirma que pretende dar entrevistas no exterior e acusa Globo de preparar reportagem sem ouvi-lo
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi às redes sociais neste domingo à noite para afirmar que deixou o Brasil com o objetivo de continuar sua atuação política. Ele também criticou o que chama de perseguição contra integrantes de sua família.
“Não saí do Brasil, saí pelo Brasil”, escreveu Flávio em publicação no X.
O senador está nos Estados Unidos após deixar o país depois de uma decisão do ministro Alexandre de Moraes que determinou medidas cautelares contra ele, entre elas a proibição de deixar o território nacional.
Agentes americanos assumiram temporariamente o controle de boa parte do aeroporto de Puerto Iguazú, na Argentina, para facilitar a fuga do senador para os Estados Unidos, segundo reportagem do jornal Clarín. Reportagem do Fantástico também apontou que integrantes do governo dos Estados Unidos também estariam envolvidos na operação.
Na publicação, Flávio afirmou que foi procurado por veículos de imprensa, entre eles a Globo, para uma entrevista. Segundo ele, aceitou o convite para participar do Fantástico sob a condição de que a entrevista fosse exibida na íntegra, sem cortes e sem restrição de temas.
“Se o maior grupo de comunicação do Brasil está com MEDO, não tem a menor condição moral de me julgar ou tentar destruir minha reputação”, escreveu.
Flávio afirmou que pretende conversar nos próximos dias com veículos brasileiros e estrangeiros. Disse que dará entrevistas “sem cortes, sem filtro” e que falará no exterior sobre assuntos que, segundo ele, não poderiam ser tratados da mesma maneira no Brasil.
“Não sai do Brasil, sai pelo Brasil! Sonhei com a mudança do nosso país para melhor e, no domingo, apenas sete minutos após o anúncio do resultado das eleições já havia uma decisão judicial com medidas cautelares contra mim, com base em mentiras”, declarou o parlamentar no X.
“Doze horas depois e no meio da rua, fui intimado do início da perseguição, ao deixar a casa do Presidente Bolsonaro. Tudo diante do olhar lacrimejado de um pai, com comorbidades, que está condenado a mais de 27 anos de prisão – sem ter cometido crime algum – e que já sofre pela distância de outro filho que não vê há mais de um ano e meio, em função da perseguição ilegal e arbitrária que também sofre”, acrescentou ele, que concluiu.
“Isso não é democracia e está muito longe de ser um processo judicial justo e imparcial”.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (1)
Jorge Irineu Hosang
02.11.2026 08:59A imprensa está já sob pressão. A democracia se foi. E já notei isso aqui no O Antagonista também. Ninguém quer falar o óbvio, houve fraude. E agora me pergunto, desde quando isso ocorre? Já foram 6 eleições desses mercenários, será que em 5 delas?