“Não pretendo mais ser candidato”, diz Ciro Gomes
"Nós temos que, de qualquer forma, construir um movimento que liberte o Ceará dessa ditadura corrupta", disse o ex-governador do Ceará
O ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PSDB, foto) disse neste sábado, 7, que não pretende mais ser candidato ao governo do Ceará. A declaração foi dada à imprensa durante agenda política no Cariri.
“Olha, eu não pretendo mais ser candidato e acho que nós temos que, de qualquer forma, construir um movimento que liberte o Ceará dessa ditadura corrupta que está nos levando para o desastre”, disse Ciro, apontado pelas pesquisas de intenção de voto como um adversário forte para o governador Elmano de Freitas (PT), que vai receber a ajuda do ex-governador Camilo Santana.
“Hoje, quem manda no Ceará são as facções criminosas. A saúde pública do Ceará é um retrocesso administrado de forma clientelista por politiqueiros que não têm o menor treinamento para uma gestão, como é, por exemplo, o Hospital Regional do Cariri. Você tem gravíssimos problemas com a oferta de energia elétrica. Você tem 62%, ou seja, dois de cada três quilômetros das estradas caindo aos pedaços no Ceará. A desindustrialização, as indústrias indo embora, tudo isso pede uma mudança e eu vou ajudar essa mudança acontecer”, completou Ciro.
Não pretende mesmo?
Apesar de dizer que não pretende ser candidato, o ex-governador se apresenta como líder do movimento contra o PT no estado desde que se refiliou ao PSDB e segue sendo tratado como pré-candidato ao governo.
O ex-deputado federal Capitão Wagner (União Brasil) se referiu neste mesmo sábado a Ciro Gomes como pré-candidato ao governo do estado, como registrou o site Opinião CE, e destacou que o aliado “nem lançou ainda a candidatura e já está com toda essa força”.
Durante discurso na Câmara Municipal de Juazeiro do Norte, Ciro se referiu ao deputado estadual Alcides Fernandes (PL) como “quem sabe futuro senador” e disse que tem “vontade de votar nele”.
O deputado estadual é pai do deputado federal André Fernandes (PL-CE), que articulava a aliança com o PSDB no Ceará até a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro lhe dar uma bronca pública, que acabou suspendendo as negociações entre os dois partidos.
No acordo, Fernandes ficaria com uma das candidaturas ao Senado na chapa de Ciro. Neste sábado, o tucano disse que votaria no potencial aliado “pela necessidade de termos um Senado à altura da grave missão de enfrentar a instabilidade institucional e os abusos que determinados Poderes hoje têm praticado contra a democracia e contra a sociedade brasileira”.
É o Senado que trata do impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), a grande bandeira bolsonarista para a eleição deste ano.
Leia mais: STF na campanha pelo impeachment
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Comentários (1)
Fabio
07.02.2026 16:46O teu clã que entregou de bandeja, cara.