“Não é mais crime comum, é narcoterrorismo”, diz Cláudio Castro
Criminosos usaram drones para atacar policiais com bombas no Complexo da Penha
Em represália à Operação Contenção, megaoperação deflagrada nesta terça-feira, 28, no Rio de Janeiro, criminosos usaram drones para atacar policiais da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), a força de elite da Polícia Civil, com bombas no Complexo da Penha.
Imagens divulgadas pelo governo do estado mostram os objetos sobrevoando os policiais e lançando granadas.
Para o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, as forças de segurança do estado estão lidando com “narcoterrorismo”.
“É assim que a polícia do Rio de Janeiro é recebida por criminosos: com bombas lançadas por drones. Esse é o tamanho do desafio que enfrentamos. Não é mais crime comum, é narcoterrorismo.
Mas a gente não vai dar um passo atrás. Estamos com 2.500 policiais civis e militares nas ruas dos complexos do Alemão e da Penha, cumprindo dezenas de mandados e enfrentando de frente os vagabundos que tentam desafiar o Estado. Até o momento, são 17 presos.
Peço aos moradores da região que permaneçam em casa enquanto as forças de segurança atuam.
Seguimos firmes, com estratégia, tecnologia no enfrentamento ao narcoterrorismo”, disse o governador no X.
Operação Contenção
A Operação Contenção foi deflagrada após mais de um ano de investigação conduzida pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), segundo o governo do Rio de Janeiro.
A ação visa “combater a expansão territorial do Comando Vermelho e capturar lideranças criminosas do Rio de Janeiro e de outros estados”.
Até o momento, 10 fuzis foram apreendidos durante nos complexos da Penha e do Alemão. Pelo menos 23 criminosos foram presos.
Mais de 2.500 agentes das forças de segurança foram às ruas para prender cerca de 100 traficantes do Comando Vermelho.
A Polícia Militar participa com o Comando de Operações Especiais (COE) e unidades operacionais da capital e região metropolitana do Rio, enquanto a Polícia Civil mobilizou agentes da CORE, delegacias especializadas, distritais, Departamento de Combate à Lavagem de Dinheiro e Subsecretaria de Inteligência.
A ação conta com forte aparato tecnológico e logístico, incluindo drones, dois helicópteros, 32 blindados terrestres e 12 veículos de demolição do Núcleo de Apoio às Operações Especiais da PM, além de ambulâncias do Grupamento de Salvamento e Resgate.
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Comentários (1)
Denise Pereira da Silva
28.10.2025 19:18Até que enfim uma autoridade governamental chamou publicamente esses criminosos pela denominação correta: narcoterroristas.