Mulher é presa após se passar por juíza, desembargadora e chefe da Interpol
Célia Soares de Brito usava documentos falsos e acabou flagrada pela Polícia Rodoviária Federal em Mossoró
Uma mulher identificada como Célia Soares de Brito foi presa em Mossoró (RN) depois de se apresentar como desembargadora, juíza e até advogada. Ela usava documentos falsos e acabou flagrada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na última quarta-feira, 20.
A prisão ocorreu quando Célia viajava em um carro de aplicativo com a filha. Durante a corrida, disse ao motorista que ocupava diferentes cargos no sistema de Justiça, o que levantou suspeitas.
O comportamento contraditório fez o motorista desconfiar de que poderia ser vítima de um golpe. Ele decidiu parar em um posto da PRF na saída para Fortaleza, onde pediu ajuda.
Ao ser abordada, Célia afirmou que estava em Mossoró porque iria assumir funções na prefeitura da cidade. Para sustentar a versão, apresentou um suposto certificado de posse como desembargadora e ainda uma carteira falsa da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
O documento da OAB tinha várias irregularidades. Segundo a PRF, os nomes dos pais eram diferentes dos que constavam na identidade da suspeita, e o número de inscrição pertencia a um advogado registrado no Paraná.
Prisão e soltura
Após a verificação dos documentos, a mulher recebeu voz de prisão por uso de documento falso. Ela foi levada à Polícia Civil, onde a ocorrência foi formalizada.
No dia seguinte, 21, passou por audiência de custódia e foi liberada depois de pagar fiança de dois salários mínimos. A Justiça concedeu liberdade provisória, mas impôs medidas cautelares.
Entre as restrições, Célia não poderá mudar de endereço sem autorização judicial nem se ausentar de sua residência em São Paulo por mais de oito dias sem informar às autoridades.
Ela também terá de comparecer sempre que for intimada no inquérito, na instrução do processo e no julgamento. O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que tenta descobrir a origem dos documentos e os motivos que a levaram a se passar por diferentes autoridades.
Além de se declarar desembargadora e juíza, a mulher afirmava que ocupava cargos como promotora, chefe da Interpol e até “guardiã da democracia mundial”.
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Comentários (5)
Fabio B
25.08.2025 09:04Essa pode facilmente alegar transtorno psicológico ou algo do tipo, pois não é possível... Acho que nem o Pablo Marçal seria tão cínico e descarado assim nos seus golpes.
ALDO FERREIRA DE MORAES ARAUJO
24.08.2025 19:15Pelo que está escrito na foto (teve realmente um outdoor?), parece mais um caso psiquiátrico do que jurídico.
JEAN PAULO NIERO MAZON
24.08.2025 14:46Parece o ministro Alexandre de Moraes... Promotor, polícia, inspetor da Internet, investigador internacional, delegado, Ministro stf, senador, deputado, etc
Dovanil Ferraz Camargo Júnior
24.08.2025 13:29Com certeza não bate bem da cabeça. Ela precisa de um médico psiquiatra urgente.
Clayton De Souza pontes
24.08.2025 13:21Essa parece maluca. Tem que ver se deixou rastros de trambiques é-se tem endereço fixo