MTST protesta contra SBT e Ratinho
No ato em defesa de Erika Hilton, os manifestantes entoaram o coro: “Não é Sistema Brasileiro de Televisão, é Sistema Brasileiro Transfóbico"
O Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) e integrantes de grupos em defesa da população trans protestaram na tarde desta sexta, 13, em frente à sede do SBT (Sistema Brasileiro de Televisão) contra a decisão da emissora de manter o Ratinho após comentários considerados transfóbicos feitos pelo apresentador sobre a deputada federal Erika Hilton (Psol-SP).
Durante o ato, os manifestantes entoaram o coro: “Não é Sistema Brasileiro de Televisão, é Sistema Brasileiro Transfóbico.”
Horas antes, o SBT divulgou uma nota afirmando que Ratinho continuará fazendo parte do time de apresentadores.
“Ratinho é um dos principais apresentadores e parceiros do SBT. O assunto foi tratado internamente com todos os envolvidos no episódio e já solucionado”, diz.
A fala de Ratinho
Ao comentar sobre a escolha por Erika Hilton para presidir a Comissão da Mulher na Câmara, Ratinho disse que, para ser mulher, “tem que ter útero”.
A parlamentar entrou com um pedido junto ao Ministério das Comunicações para suspender por 30 dias o Programa do Ratinho.
A parlamentar também protocolou um pedido de investigação sobre o apresentador, no Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância do Ministério Público de São Paulo (MP-SP). Neste documento, ela solicita a prisão de Ratinho, que é pai do governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD).
A deputada alega que as falas do apresentador se baseiam na “repetição de afirmações destinadas a negar a condição feminina da parlamentar e a sustentar que mulheres trans não poderiam ser consideradas mulheres” para participar de espaços institucionais voltados à defesa dos direitos das mulheres.
“As declarações proferidas pelo apresentador não se limitaram a uma crítica política ou a um debate institucional acerca da atuação da parlamentar, mas consistiram na negação explícita de sua identidade de gênero e na afirmação reiterada de que ela não seria uma mulher. Esse elemento constitui o núcleo da conduta aqui narrada e evidencia o caráter discriminatório do discurso proferido”, acrescentou.
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