MPF arquiva denúncia do PT contra Jorginho Mello
Governador de Santa Catarina foi acusado de racismo. Mas vice-procurador-geral da República concluiu que entrevista dada por ele não teve "propósito discriminatório"
O Ministério Público Federal (MPF) arquivou uma denúncia contra o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, feita pelo Partido dos Trabalhadores (PT) de Sapucaí do Sul, por suposta prática de racismo
O PT apresentou uma denúncia contra o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, com base em uma entrevista concedida durante a 40ª Festa Pomerana, em Pomerode (SC), no dia 15 de janeiro de 2025.
Na ocasião, o governador afirmou que a cidade se destaca pela cor da pele das pessoas e acrescentou: “A gente tem muito orgulho em poder encher a boca para dizer que essa mistura de raças aqui em Santa Catarina é que faz a diferença”
‘Fala tirada de contexto’
O Ministério Público concluiu que a denúncia foi feita com base na interpretação de fala isolada do contexto do discurso proferido pelo chefe do Executivo.
“No caso, não se vê na fala do chefe do Poder Executivo nenhum propósito discriminatório, senão apenas a intenção de exaltar a diversidade cultural e étnica que define a população catarinense. São palavras que, embora possam, se lidas de forma isolada, traduzir alguma dúvida quanto à intenção de quem as proferiu, retomam o seu mais claro sentido quando confrontadas com o discurso de que foram extraídas”, escreveu o vice-procurador-geral da República Hindenburgo Chateaubriand.
Mello não foi racista, concluiu o órgão
Ainda segundo o MPF, Mello teve a intenção de “enaltercer a diverside como um valor intríseco e positivo, essecial para a identidade de Santa Catarina, sem nenhum cunho discriminatório, tendo os meios de comunicação catarinenses, inclusive chamado a atenção para o fato de que possui o hábito de engrandecer a pluralidade dos catarinenses, dissociado de ideais racistas”.
Manobra política ?
O governador de Santa Cartarina se manifestou em suas redes sociais sobre a denúncia. Ele classificou as acusações como manobras políticas. “Infelizmente, isso é sistemático. Tem uma turma aí que insiste em dizer que somos um Estado preconceituoso. É inveja. Porque crescemos, nos desenvolvemos e somos exemplo para o Brasil!”, afirmou.
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