MP pede prisão preventiva do rapper Oruam
Promotoria paulista aciona Justiça após cantor disparar arma em festa e permanecer foragido
O Ministério Público do Estado de São Paulo pediu a prisão preventiva contra o rapper Oruam — nome artístico de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno. A solicitação foi feita pelo promotor Alan Carlos Reis Silva no dia 5 de maio, em virtude de um episódio de disparo de arma de fogo ocorrido em dezembro de 2024.
Outras investigações criminais pesam sobre o artista no Rio de Janeiro, considerado foragido da Justiça.
O episódio em Igaratá
No dia 16 de dezembro de 2024, Oruam efetuou um disparo de espingarda no meio de uma aglomeração de pessoas durante uma festa na cidade de Igaratá, no interior paulista. O incidente foi registrado em vídeo e divulgado em redes sociais.
O promotor responsável pelo pedido aponta que o cantor figura como pessoa de interesse em investigações sobre lavagem de dinheiro e é suspeito de vínculos com a organização criminosa Comando Vermelho, além de responder por tentativa de homicídio contra policiais civis no Rio de Janeiro.
No documento encaminhado ao Judiciário, o promotor destaca que o réu “se encontra foragido, inviabilizando a efetividade da jurisdição penal e comprometendo o cumprimento de eventual decreto condenatório”. Não há prazo definido para que a Justiça se manifeste sobre o pedido.
Histórico de acusações no Rio de Janeiro
Oruam responde no Rio de Janeiro por duas tentativas de homicídio qualificado relacionadas a um incidente de julho de 2025. Na ocasião, agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes cumpriam mandado de busca e apreensão em sua residência, no bairro do Joá, zona sudoeste do Rio.
Conforme a denúncia assinada pelo promotor Eduardo Paes Fernandes, Oruam e um comparsa teriam arremessado pedras contra os policiais: “Ambos tiveram que se esconder e desviar dos constantes arremessos, os quais persistiram com elevada intensidade e com clara intenção de atingi-los”.
O rapper também é investigado em operação deflagrada contra um esquema de lavagem de dinheiro atribuído ao Comando Vermelho. Sua mãe, a empresária Márcia Gama, e seu irmão Lucas Santos Nepomuceno foram igualmente alvos da ação.
O status de foragido do cantor foi restabelecido após a revogação de um habeas corpus, motivada pelo descumprimento de medidas cautelares, entre elas regras relativas ao uso de tornozeleira eletrônica.
Oruam é filho de Marcinho VP, apontado pelas autoridades como líder máximo do Comando Vermelho, preso desde setembro de 1996 e com condenações que somam 55 anos e oito meses de reclusão.
O advogado de Oruam não respondeu ao contato da Folha até o fechamento da nota.
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