MP mira 50 pessoas ligadas ao bicheiro Rogério de Andrade
Operação Safari busca mapear e desarticular os pontos de jogo do bicho pertencentes ao contraventor
O Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado do Rio de Janeiro (GAECO), do Ministério Público do Rio (MPPRJ), instaurou a Operação Safari com o objetivo de fechar pontos de jogo de bicho controlados pelo contraventor Rogério de Andrade nesta sexta-feira, 21.
Até o momento, 50 pessoas ligadas ao bicheiro foram detidas.
A ação busca mapear as atividades do grupo criminoso e descobrir os rastro de dinheiro nos bairros de Bangu, Realengo, Campo Grande, Santa Cruz e Centro.
“A operação de hoje teve sua gênese no mapeamento de pontos do bicho pertencentes a Rogério de Andrade, cuja organização criminosa persiste em suas atividades ilícitas(mesmo depois da prisão) . A ação estratégica permitirá seguirmos o rastro do dinheiro do bicho”, disse a coordenadora do GAECO, Letícia Emile.
A prisão de Rogério de Andrade
O bicheiro Rogério de Andrade foi preso em 29 de outubro por envolvimento no assassinato do também contraventor Fernando Iggnácio.
Ele é acusado de ser o mandante do crime.
A prisão ocorreu no condomínio de luxo onde mora, na Barra da Tijuca. Além dele, também foi detido Gilmar Eneas Lisboa.
A pedido do Gaeco/MPRJ, Rogério de Andrade foi transferido em 12 de novembro para um presídio federal de segurança máxima, no Mato Grosso do Sul.
Execução de Fernando Iggnácio
Genro e herdeiro do contraventor Castor de Andrade, Fernando Iggnácio foi executado em 10 de novembro de 2020.
Ele foi alvo de uma emboscada no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste do Rio, após desembarcar de um helicóptero vindo de Angra dos Reis.
O bicheiro foi alvejado com tiros de fuzil 556 ao caminhar até o carro.
As investigações apontam que o crime foi cometido por Rodrigo Silva das Neves, Ygor Rodrigues Santos da Cruz, Pedro Emanuel D’Onofre Andrade Silva Cordeiro e Otto Samuel D’Onofre Andrade Silva Cordeiro.
Pelo menos três dos suspeitos invadiram um terreno baldio que faz divisa com o heliporto, portando ao menos dois fuzis.
Rogério de Andrade era sobrinho de Castor de Andrade, morto em 1997.
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Comentários (1)
Fabio B
21.02.2025 17:57O RJ sempre conviveu com esses mafiosos. A Globo os glamourizava em novelas, e até o Jô Soares entrevistava bicheiros célebres como se fossem figuras admiráveis. Alguém realmente se surpreende com o caos atual que o Rio se encontra, com o território todo fatiado e dominado por milícias e facções criminosas?