MP Eleitoral se manifestou contra prorrogar votação
Parecer foi enviado ao TSE pouco antes de Zanin ampliar o horário até as 19h em todo o país
O Ministério Público Eleitoral defendeu que o horário de votação terminasse às 17h, conforme previsto em lei, mesmo diante de denúncias de restrições ao transporte de eleitores na Bahia.
O parecer, enviado ao TSE às 17h01, foi apresentado pouco antes de o ministro Cristiano Zanin, do STF, determinar a extensão da votação até as 19h em todo o país.
O vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa, argumentou que a Justiça Eleitoral baiana já havia ordenado a garantia do transporte de eleitores e determinado a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade de Salvador.
“A despeito da gravidade das notícias veiculadas, o horário de votação fixado por lei deve se manter inalterado”, escreveu.
Zanin amplia votação
A decisão de Zanin atendeu a um pedido da campanha de Lula, que relatou problemas no transporte de eleitores em São Paulo, Salvador, Lauro de Freitas e Feira de Santana.
O ministro determinou que todas as seções eleitorais do país recebessem votos até as 19h, após considerar a gravidade e a urgência das denúncias.
Pedidos de Lula e Flávio
A Federação Brasil da Esperança, ligada ao PT, também havia solicitado ao TSE a extensão do horário.
Já a campanha de Flávio Bolsonaro pediu a prorrogação em municípios de São Paulo, Paraná e Santa Catarina afetados por chuvas, alagamentos, deslizamentos e bloqueios de vias.
Lula acusou prefeitos de dificultar o acesso às urnas e disse que pretende pedir a prisão dos responsáveis.
“Depois das eleições, o próximo passo é pedir a prisão desse prefeito por crime eleitoral”, disse.
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