MP Eleitoral se manifesta contra derrubada do canal “Exército do Lula”
Parecer enviado ao TSE considera legítima a mobilização de apoiadores em grupo administrado por Janones
A Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) se manifestou contra a suspensão do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, administrado pelo deputado André Janones (Avante-MG).
Em parecer enviado neste sábado, 24, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o órgão considerou legítima a mobilização coordenada de apoiadores nas redes sociais e afirmou que ela não equivale ao uso de robôs ou perfis falsos.
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Pedido de Flávio
O procedimento foi aberto após solicitação do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), que acusa o canal de impulsionar artificialmente conteúdos favoráveis a Lula (PT).
A PGE defendeu a rejeição da maior parte dos pedidos e apontou apenas a necessidade de esclarecimentos da Meta sobre um anúncio pago que direcionava usuários ao grupo.
“Velocidade e sincronia medem a disciplina da mobilização, não a sua falsidade”, afirma o parecer, assinado pelo vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa.
Segundo o órgão, publicações simultâneas e o uso de hashtags por pessoas reais são formas legítimas de mobilização política.
Plataformas não apontaram irregularidades
A PGE citou informações fornecidas pela Meta, pelo Google e pelo X. O Google não identificou tráfego automatizado ou uso de robôs nos termos pesquisados.
A Meta também não encontrou irregularidades nas publicações analisadas do Instagram nem no funcionamento do canal de WhatsApp.
O X identificou 58 hashtags relacionadas ao caso, com 8,2 milhões de publicações de cerca de 476 mil contas.
A plataforma apontou sinais de inautenticidade em parte das atividades e suspendeu 12.454 contas, além de encaminhar outras 398 para verificação.
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