MP de Guiné Bissau pede 17 anos de prisão a brasileiro preso por tráfico de drogas
Brasileiro e mais quatro foram presos no país africano com 2,6 toneladas de cocaínas dentro de jatinho particular
O Ministério Público de Guiné Bissau, na África, pediu a condenação do brasileiro que foi preso com 2,6 toneladas de cocaína dentro de uma aeronave particular no Aeroporto Internacional “Osvaldo Vieira”, em setembro deste ano.
Além do brasileiro, outros quatro latino-americanos que estavam dentro do jatinho particular tiveram a condenação solicitada pelo MP. As penas variam entre 17 e 20 anos.
Segundo os suspeitos, o avião teria como destino o país Mali, também na África, mas precisou pousar em Guiné Bissau para abastecimento. As autoridades encontraram o carregamento distribuído em 78 fardos no interior do jatinho particular.
“Soubemos que a aeronave vinha para Bissau, mas à última hora disseram-nos que o aparelho desviou a rota para Bamaco (Mali). Surpreendentemente, a aeronave acabou por aterrar no nosso aeroporto”, disse um inspetor.
A operação contou com o apoio da DEA (Administração de Repressão às Drogas), dos Estados Unidos, e do Centro de Análise e Operações Marítimas, da União Europeia.
A região da costa atlântica africana passou a ser uma rota importante do tráfico de drogas que sai dos países sul-americanos e latino-americanos em direção ao continente europeu. Países como Senegal, Serra Leoa e Guiné-Bissau servem como ponto de parada para as organizações criminosas do Brasil.
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