Mourão chama julgamento de Bolsonaro de “vingança política”
"A quase certa condenação dos réus abrirá um precedente perigoso e enfraquecerá ainda mais a nossa democracia", diz senador
Vice-presidente do governo Jair Bolsonaro, o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS, foto) classificou o julgamento do aliado no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado de “ocaso de uma vingança política”.
“É importante que todos entendam! O julgamento que se inicia amanhã, tendo como réus o Presidente Bolsonaro e seu núcleo de assessoramento mais próximo, não é apenas um simples processo jurídico, em verdade é o ocaso de uma vingança política”, reclamou o senador em seu perfil no X.
“Infelizmente, no Brasil do PT, fortalecido pela hipertrofia da Suprema Corte, propositalmente, fizeram com que divergências ideológicas se transformassem em ‘condutas criminosas’ e liberdade de expressão em direito relativo. A quase certa condenação dos réus abrirá um precedente perigoso e enfraquecerá ainda mais a nossa democracia. O Brasil precisa de pacificação, anistia já!”, completou Mourão.
“Covardia”
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também publicou seu protesto.
“A fé será o sustento dos nossos dias. As perseguições são injustas e o julgamento de Bolsonaro não passa de uma covardia. Mas, com coragem, enfrentaremos o deserto, confiantes de que a verdade vai prevalecer e de que vamos resgatar o Brasil das mãos do comunismo”, escreveu o filho do ex-presidente.
Líder da oposição na Câmara, o deputado federal Zucco (PL=RS) foi outro que protestou na véspera do julgamento:
“Esta semana começa o teatro de cartas marcadas: o julgamento de Bolsonaro. Seu ‘crime’ foi não se curvar ao sistema. Isso não é justiça, é perseguição. Golpe é tirar do jogo o maior opositor político, líder nas pesquisas. Golpe é eleição sem Bolsonaro.”
Apesar dos protestos, as investigações da Polícia Federal (PF) expôs uma trama de Bolsonaro e seus aliados para tentar permanecer no poder apesar de perder a eleição presidencial de 2022. O plano não foi além porque dois dos três chefes das Forças Armadas não toparam avançar com as conversas.
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