Motta: “Não deleguei Arthur Lira a fazer acordo por mim”
Segundo Motta, pautas como a anistia aos réus do 8 de janeiro e a PEC do fim do foro privilegiado ainda dependerão de deliberação de líderes
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta quinta-feira à Globo News, 14, que não terceirizou ao ex-comandante da Casa Arthur Lira as prerrogativas para firmar um acordo para por fim ao motim bolsonarista da semana passada.
Segundo Motta, as pautas negociadas por Lira como a anistia ao réus do 8 de janeiro e a PEC do fim do foro privilegiado ainda dependerão de deliberação do colégio de líderes, sem qualquer garantia de que serão pautadas nas próximas semanas.
“Como é que um acordo pode ser válido se o presidente da Casa, que é quem tem o poder de pauta, não participou desse acordo? Como é que eu posso validar um acordo do qual eu não participei e até onde sei o poder da pauta é exercido por mim e não estou negociando essa prerrogativa, nem estou negociando com o (ex) presidente Arthur, nem a qualquer líder”, disse Motta.
“Não deleguei a Arthur fazer acordo por mim, não deleguei ao líder Sóstenes [Cavalcante – líder do PL na Câmara] fazer acordo por mim, e não pactuei nenhum acordo de pauta para que eu pudesse retomar à normalidade dos trabalhos depois do recesso”, declarou Motta.
O presidente da Câmara falou ainda sobre o projeto de lei da anistia.
“Um projeto auxiliar começou a ser discutido ainda no semestre passado, que não seria uma anistia ampla, geral e irrestrita. Eu não vejo dentro da Casa um ambiente para, por exemplo, anistiar quem planejou matar pessoas, não acho que tenha esse ambiente dentro da Casa”, disse Motta.
“Da mesma forma que tivemos a condição política de não ceder à chantagem dessa pauta, não podemos ter preconceito com pautas. As pautas devem continuar a ser trazidas, e o Colégio de Líderes decide se têm maioria para serem levadas ao Plenário ou não”, ponderou.
Motta afirmou que os eventos de 8 de janeiro foram muito graves e que o ambiente da Casa é que acontecimentos como esses (como a tentativa de golpe e a obstrução física do Plenário) não voltem a se repetir.
“Ninguém quer fazer nada na calada da noite, de forma atropelada, porque o que aconteceu em 8 de janeiro foi muito grave e muito triste para a nossa democracia”, disse o parlamentar.
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Comentários (2)
Luis Eduardo Rezende Caracik
14.08.2025 12:40Não sou radical a ponto de condenar Hugo Motta, mas gostaria de destacar que a capacidade de certos integrantes da câmara se atuar com absoluta falta de juízo, ética e honestidade, extrapola até a força de um elefante. Nada parece capaz de deter sua absoluta falta de qualidade e qualificação. Está aí o caso do bananinha, que por sinal ainda é deputado e recebe proventos.
Fabio B
14.08.2025 11:18Não é novidade que esse sujeito é um bost4 patético que o Lira indicou para manter seu "poder". Mas ter sido humilhado até pelos bolsonaristas de esparadrapo na cara deixou mais visível ainda todo seu despreparo e falta de firmeza.