Mortes em enchentes entre Nepal e China passam de 800
Operações de resgate enfrentam mau tempo e risco de novas inundações
O número de mortos nas enchentes e deslizamentos que atingiram a região entre o Nepal e a China ultrapassou 800 neste domingo. No Nepal, foram confirmadas 788 mortes; na China, outras 16. Ao menos 2.742 pessoas ficaram feridas.
Cerca de 3 mil pessoas continuam desaparecidas nos dois países. No Nepal, são 2.426 desaparecidos; no Tibete, as autoridades chinesas registram 546, dos quais cerca de 260 são estrangeiros.
Quase 20 mil agentes de segurança foram mobilizados no Nepal, e 8.730 pessoas já foram resgatadas.
As operações, porém, são prejudicadas pelo terreno montanhoso, pelo mau tempo e pelo risco de novas inundações.
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Buscas por sobreviventes
Na região tibetana, equipes de resgate procuram sobreviventes há cinco dias, mas as autoridades afirmam que as chances de encontrar pessoas com vida diminuem.
A situação das usinas hidrelétricas também é grave. Centenas de trabalhadores podem estar presos em túneis inundados.
Helicópteros do Exército nepalês passaram a transportar equipamentos pesados para auxiliar nas operações desses lugares.
No Nepal, a quantidade de corpos recuperados e a falta de espaço em necrotérios levaram as autoridades a iniciar enterros de vítimas não identificadas.
Amostras de DNA estão sendo coletadas para permitir a identificação posteriormente.
As enchentes destruíram estradas, pontes, prédios e outras estruturas. Um lago formado pelo desastre chegou a ameaçar novas inundações nos rios Lhende Khola e Trishuli.
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