Morte de empresário chinês leva polícia a esquema de tráfico de metanfetamina em SP
Investigação sobre homicídio revela organização criminosa maior envolvida na distribuição da droga; 10 suspeitos foram presos
A morte de um empresário chinês em novembro do ano passado abriu caminho para que a Polícia Civil de São Paulo identificasse e desmantelasse uma organização criminosa dedicada ao tráfico de metanfetamina na região central da capital.
O aprofundamento das investigações, que começou com três prisões no início deste ano, resultou na detenção de dez pessoas: cinco envolvidas diretamente no homicídio e outras cinco atuando na comercialização da droga.
Estrutura criminosa revelada
A descoberta ocorreu quando os investigadores constataram que um dos suspeitos de participação no assassinato também operava no mercado ilícito de entorpecentes.
Segundo o delegado Bruno Cogna, da 2ª Delegacia de Homicídios do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), “à medida que as apurações avançaram, os policiais conseguiram não apenas esclarecer a morte do empresário, mas também identificar outros crimes relacionados ao caso e compreender as circunstâncias que levaram ao assassinato”.
A organização criminosa tinha como alvo a distribuição de metanfetamina, substância de produção complexa e elevado valor comercial, cujo consumo predomina entre estrangeiros residentes no Brasil.
A estrutura contava com dois integrantes estrangeiros: um responsável pela liderança da distribuição e outro identificado como um dos membros mais violentos do grupo.
Operação e apreensões
Na terça-feira, 9, os policiais cumpriram mandados na região central de São Paulo e prenderam duas mulheres estrangeiras. No imóvel onde foram localizadas, os agentes encontraram porções de metanfetamina, equipamentos utilizados no preparo da droga e quantias em dinheiro. As suspeitas foram autuadas por tráfico de drogas e associação para o tráfico.
As prisões desta semana integram uma série de ações das forças de segurança estaduais contra a produção e distribuição de metanfetamina.
Em janeiro de 2025, o Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc) havia prendido um mexicano e um brasileiro, apontados como grandes fabricantes da droga, também na região central.
Três meses depois, um terceiro suspeito foi capturado com auxílio do sistema de monitoramento Muralha Paulista.
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