Moro vê “perplexidade” em troca de delegado da PF no caso INSS
De acordo com o senador a substituição ocorreu sem explicação pública e cobrou esclarecimentos do diretor-geral da Polícia Federal ao Congresso
O senador Sérgio Moro (PL-PR) criticou nesta terça-feira, 19, a substituição do delegado da Polícia Federal (PF) responsável pelas investigações sobre fraudes em descontos aplicados a aposentados e pensionistas do INSS.
Segundo o parlamentar, o delegado Guilherme Figueiredo Silva atuava com independência nas apurações e conduzia diligências que alcançavam suspeitas envolvendo o filho do presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”e a suposta ligação dele com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como operador do esquema investigado, que teria enviado cerca de R$ 1,5 milhão a uma amiga do filho do mandatário.
Moro ainda afirmou que a troca ocorreu sem justificativa pública e sem comunicação prévia ao ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal.
“Causa perplexidade que, num caso dessa envergadura, os policiais e o policial-chefe responsável tenham sido substituídos sem que exista uma causa”, afirmou o senador.
Na ocasião, o senador também comparou a situação à Operação Lava Jato e disse que mudanças semelhantes na condução das investigações, à época, provocariam “revolta popular”.
A oposição chegou a apresentar um requerimento para convocar o diretor-geral da Polícia Federal ao Congresso, com o objetivo de prestar esclarecimentos sobre a substituição do delegado.
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