Moro “não colocou prioridade no caso Marielle”, diz Gilmar
Decano do STF afirmou que investigação sobre assassinato da vereadora avançou após chegada de Flávio Dino ao Ministério da Justiça
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acusou o senador Sergio Moro (PL) (PL) de não ter dado prioridade às investigações do caso Marielle Franco enquanto ocupou o cargo de ministro da Justiça no governo Jair Bolsonaro.
A declaração do decano do STF foi dada durante a sessão da Corte que discute a eleição para o mandato-tampão no estado será direta ou indireta.
Segundo Gilmar, o avanço das apurações só ocorreu após a chegada de Flávio Dino ao comando do ministério.
“Graças à intervenção federal no tema foi elucidado. Intervenção federal que foi impedida de se fazer num dado momento. É bom que se remarque. O STJ não aceitou a transferência da matéria para a justiça federal, a federalização do caso, porque o que isso traria uma má imagem, uma má nota para a justiça do Rio. E o fato foi investigado no Rio de Janeiro, continua sendo investigado no Rio de Janeiro e os resultados são conhecidos. Isso só muda quando o ministro [Flávio] Dino assume o Ministério da Justiça. Diga-se de passagem por lá passou o juiz [Sérgio] Moro que não colocou prioridade na investigação do caso Marielle, por razões que o diabo Deus deve saber.”
Penas fixadas
Em fevereiro, o STF definiu as penas dos cinco condenados por envolvimento e planejamento dos assassinatos da vereadora carioca Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em 2018.
Elas variam de 9 a 76 anos de reclusão.
Além das penas privativas de liberdade, a Turma estabeleceu indenização de 7 milhões de reais para reparação de danos morais causados às famílias das vítimas.
Confira as penas:
Domingos Brazão (conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro)
76 anos e três meses de reclusão (regime inicial fechado) e 200 dias-multa (cada dia-multa no valor de dois salários-mínimos à época dos fatos).
Chiquinho Brazão (ex-deputado federal)
76 anos e três meses de reclusão (regime inicial fechado) e 200 dias-multa (cada dia-multa no valor de dois salários-mínimos à época dos fatos).
Ronald Paulo de Alves (ex-policial militar)
56 anos de reclusão (regime inicial fechado).
Rivaldo Barbosa (delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro)
18 anos de reclusão (regime inicial fechado) e 360 dias-multa (cada dia-multa no valor de um salário-mínimo à época dos fatos).
Robson Calixto Fonseca (ex-assessor do TCE)
9 anos de reclusão (regime inicial fechado) e 200 dias-multa (cada dia-multa no valor de um salário-mínimo à época dos fatos).
Foi decretada ainda a perda do cargo público de Domingos Brazão, Robson Calixto Fonseca, Rivaldo Barbosa e Ronald Paulo de Alves.
Além disso, houve a suspensão dos direitos políticos de todos os réus desde a publicação da ata do julgamento até oito anos depois do cumprimento da pena.
Leia também: Gilmar cita relato da PF sobre mesada do jogo do bicho a 34 deputados da Alerj
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Comentários (4)
Otreblig50
11.04.2026 00:08O oposto de AMOR não é o ÓDIO, é a INDIFERENÇA. ODEIA-SE algo que, de algum modo, se considera, admira ou que já tenha sido produto de uma relação amorosa anteriormente mais objetiva, a ponto de se pronunciar apaixonadamente em repressão a este objeto. Sinaliza uma espécie de INVEJA POR NÃO TER , por sua vez, um ENVOLVIMENTO com ele ou a CORAGEM de realizar aquilo que critica, nesse objeto odiado. Odeia, portanto, porque também ama, de algum modo, o objeto de ódio, vindo a ser uma relação que pode ser considerada como mal resolvida !!
Emerson
09.04.2026 22:11Na época os próprios familiares defenderam que as investigações fossem realizadas pela policia do estado do Rio de Janeiro.
Lembro muito bem da condução de Sérgio Moro no caso Mariele! Graças ao ex-Ministro da Justiça e ex-juiz, fez com q as investigações chegassem aos culpados! Antes, as investigações não apontavam os reais culpados! Essa fala do Gilmar não cola pra mim nem para uma parcela da população q se informa e ler...
Márcio Roberto Jorcovix
09.04.2026 17:05O Gilmar deve ter uma paixão recolhida enorme pelo Moro. Vira e mexe ele solta alguma do Moro, com o objetivo sabe-se lá de que