Moraes repudia “agressões verbais” ao STF como “escada eleitoral”
Ministro do STF criticou estratégia de "políticos que não têm voto necessário para atingir as candidaturas que querem"
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), repudiou nesta terça-feira, 28, as críticas proferidas por políticos contra o Poder Judiciário para “atingir as candidaturas que querem”.
Segundo Moraes, há uma tentativa de explorar uma “suposta polarização” contra a Corte por meio de “agressões verbais”.
“Políticos que não têm voto necessário para atingir as candidaturas que querem acabam querendo ofender o Poder Judiciário, acabam querendo ofender a honra, a dignidade dos membros do Poder Judiciário, utilizando-os como escada eleitoral.
Obviamente, que recentes pesquisas mostraram isso, recentes mesmo, de ontem mostraram isso, esses políticos que pretendem ao invés de discutir saúde, segurança pública, educação… ao invés de discutir o que fizeram em seus mandatos, como fizeram, o que fizeram de bem – se é que fizeram – o que fizeram de mal, se é que fizeram. Querem pegar uma escada em uma suposta polarização contra o Supremo Tribunal Federal não com críticas, mas com agressões verbais“, afirmou em sessão nesta terça.
Recado a Zema?
A declaração de Moraes pode ser interpretada como uma possível indireta ao ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que recentemente protagonizou um embate com ministros da Corte.
Na última semana, o decano do STF pediu a inclusão do político mineiro no interminável inquérito das fake news, após a divulgação e uma animação satírica envolvendo o ministro Dias Toffoli.
No conteúdo, Toffoli aparece pedindo ajuda após a CPI do Crime Organizado aprovar a quebra de sigilo da empresa Maridt, da qual é sócio e que teria realizado negócios com o Banco Master, ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro.
Na sequência, Gilmar Mendes afirmou que Zema “fala um dialeto próximo do português” e comparou os efeitos da sátira a uma eventual representação do político mineiro como “homossexual”.
Posteriormente, o ministro se desculpou pela declaração.
Nas redes sociais, os eleitores elogiaram a postura destemida de Zema, que prometeu continuar com a série de vídeos batizada de “Os Intocáveis”.
Crescimento
Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta terça, 28, apontou crescimento do ex-governador em uma eventual disputa de segundo turno contra o presidente Lula (PT).
No levantamento de março, Zema tinha 43,7% das intenções de voto e avançou para 46,5%.
Lula, por sua vez, passou de 46,6% para 47,4%.
A pesquisa ouviu 5.008 pessoas entre os dias 22 e 27 de abril, com nível de confiança de 95%.
Considerando a margem de erro de um ponto percentual, para mais ou para menos, Zema e Lula estão tecnicamente empatados.
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Comentários (2)
Claudemir Silvestre
28.04.2026 18:58E o brasileiro honesto e pagador de impostos REPUDIA juízes desonestos !!
Clayton de Souza Pontes
28.04.2026 16:12Os ministros do STF é que poderiam praticar lisura e transparência pra evitar enlamear a corte