Moraes nega pedido de Bolsonaro para anular a delação de Cid
Para o ministro do STF, o pedido teve caráter meramente protelatório
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes negou o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para anular a delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid. Para Moraes, esse pedido teve efeito meramente protelatório.
Como mostramos, a defesa do ex-presidente da República pediu ao STF a anulação da delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid no processo sobre tentativa de golpe de Estado.
Esse pedido foi baseado em uma reportagem da Veja sobre supostas conversas de Mauro Cid nas quais teria utilizado perfis de terceiros para afirmar que se sentiu pressionado pela Polícia Federal (PF) durante seus depoimentos.
Os advogados do ex-presidente também pediram que o ministro Alexandre de Moraes exija mais dados dos perfis “@gabrielar702” e “Gabriela R” sobre as conversas vazadas.
Nos dois casos, Moraes argumentou que os pedidos tiveram caráter protelatório.
“Dessa maneira, o atual momento processual é absolutamente inadequado para PEDIDOS PROTELATÓRIOS, CARACTERIZADOS POR REPETIÇÃO DE PEDIDOS INDEFERIDOS (…) ou REQUERIMENTOS IMPERTINENTES À FINALIDADE DO ARTIGO 402 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL, tais como, pedidos de anulação da colaboração premiada”, disse Moraes na decisão.
Na petição, os advogados haviam argumentado que Cid “mentiu de novo para acobertar sucessivas mentiras” e que ele teria descumprido os termos do acordo de colaboração premiada ao quebrar “o sigilo imposto”.
“Ou seja, o delator mentiu de novo, e tem mentido para acobertar suas sucessivas mentiras e que alcançam também os depoimentos prestados. Os fatos trazidos a público após os interrogatórios são
graves, para dizer o mínimo e muito pouco”.
Como mostramos mais cedo, Alexandre de Moraes também determinou acareações entre o tenente-coronel Mauro Cid e o ex-ministro da Defesa Walter Braga Netto e entre o ex-ministro da Justiça Anderson Torres e o general Marco Antônio Freire Gomes. Os dois encontros ocorrerão em 24 de junho, no STF.
Leia mais: Moraes pede à Meta dados de perfis supostamente usados por Cid
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)