Moraes intima ex-comandante do Planalto a prestar depoimento
O general Gustavo Dutra havia sido convocado para depor como testemunha no processo que analisa a trama golpista, mas não compareceu
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira, 29, a intimação do general Gustavo Dutra, ex-comandante militar do Planalto, para depor na próxima segunda-feira como testemunha de defesa no processo que analisa a trama golpista.
Dutra havia sido convocado para depor na quarta-feira, 28, mas não compareceu.
A ausência motivou o pedido formal de intimação por parte do advogado Raphael Menezes, que defende o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, um dos principais réus da ação penal.
Indicado pela defesa de Torres, Dutra deve prestar esclarecimentos sobre o acampamento montado por bolsonaristas em frente ao Quartel-General do Exército entre o final de 2022 e o início de 2023, considerado um dos núcleos de articulação dos atos golpistas.
À época, ele comandava o Comando Militar do Planalto, unidade do Exército que abrange o Distrito Federal, Goiás e partes de Minas Gerais e Tocantins.
Durante a sessão de quarta-feira, Menezes afirmou estar em contato com Dutra e manifestou a intenção de reagendar o depoimento ainda nesta semana. Moraes autorizou a remarcação até segunda-feira, data prevista para o encerramento das audiências.
Testemunhas indicadas por Anderson Torres
Também nesta quarta, a Primeira Turma do STF ouviu outras duas testemunhas indicadas pela defesa de Torres.
O primeiro a depor foi Antônio Ramiro Lourenzo, ex-secretário executivo do Ministério da Justiça e ex-chefe de gabinete de Torres. Ele comentou uma live em que o ex-presidente Jair Bolsonaro atacou o sistema eleitoral com alegações falsas. Ramiro afirmou ter auxiliado Torres na preparação da transmissão, mas disse que não havia indícios de fraudes nas urnas eletrônicas.
Na sequência, prestou depoimento o tenente-coronel da Polícia Militar do Distrito Federal Rosivan Correia de Souza. Questionado sobre a relação entre o comando da PM e a Secretaria de Segurança Pública — então chefiada por Torres —, Rosivan afirmou inicialmente que havia apenas “vinculação”.
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