Crusoé: Missão não deve ter desempenho eleitoral surpreendente, diz cientista político
Partido ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL) foi oficializado pelo Tribunal Superior Eleitoral no último dia 4 de novembro
O novo partido Missão, ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL), não deve ter um desempenho surpreendente nas eleições de 2026, considerando, entre outros fatores, que vai partir em grande desvantagem em relação aos partidos tradicionais no que diz respeito ao acesso aos recursos do fundo eleitoral. A análise é do doutor em ciência política Carlos Pereira, professor da Fundação Getulio Vargas (FGV).
A Missão foi oficializada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no último dia 4 de novembro. A sigla presidida por Renan Santos, que é pré-candidato a presidente da República no pleito do próximo ano, vem com a promessa de ser uma “verdadeira alternativa” na política nacional e “transformar” o Brasil.
Crusoé, então, entrevistou Pereira para entender o que esperar da nova sigla, em relação ao impacto no presidencialismo de coalizão, sucesso nas eleições de 2026 e promoção de mudanças na política.
Segundo o cientista político, o impacto da Missão no presidencialismo de coalizão dependerá de até que ponto ele será um “partido efetivo“.
“É preciso observar qual será a performance desse partido agregando outros políticos agora na janela partidária em preparação para as eleições do próximo ano, bem como ver a performance desse partido nas eleições de 2026. Se esse partido vier a ter uma performance muito grande e ocupar proporcionalmente um número de cadeiras que seja relevante dentro do Parlamento, aí sim esse partido terá um impacto no presidencialismo de coalizão”, explica o especialista.
Ele reforça que são as siglas efetivas que tem capacidade de veto a iniciativas do Executivo. Entretanto, pontua, normalmente existem alguns ciclos eleitorais para que um partido chegue à condição de efetivo. “Então, agora, no momento de sua criação, é muito difícil cravar se ele será ou não um efetivo, a ponto de influir no presidencialismo de coalizão”.
Pereira considera “muito difícil” ainda que a Missão promova uma mudança drástica na política nacional, porque o sistema político brasileiro é baseado no multipartidarismo e é desenhado para que soluções ou propostas extremas sejam…
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