Ministro do STF dá lição de jiu-jítsu em Manaus
Fux participou de celebração dos 50 anos da arte marcial no Amazonas e deu dicas de como usar a força do adversário em favor próprio
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux (foto) deu uma lição de jiu-jítsu durante sua passagem por Manaus nesta semana, para celebrar os 50 anos dessa arte marcial no Amazonas.
“Não vamos falar de abertura de guarda, que vocês estão cansados [de ouvir sobre isso]. A gente… justamente, ninguém tem de puxar o adversário e carregar nas costas. Você tem que empurrar, usar a força do adversário para subir. Aí, daqui você vai fazer o que você quiser. Mas o ideal é trabalhar na calça. Então, trabalhando na calça. Trabalhar na calça. Trabalhar na calça. Botando o pé do adversário no chão. Você vai jogando o peso, não larga a calça até chegar aqui. Chegou aqui, é a nossa praia”, disse Fux a uma plateia de praticantes da modalidade, a maioria crianças.
“Então, ninguém tem que fazer força. Você tem que usar a força do adversário. Eu não vou subir carregando ele, eu vou empurrar ele. Basicamente, é o seguinte, muita gente não presta atenção nisso”, disse Fux, como regista vídeo gravado na ocasião, que também mostra o ministro do STF agradecendo às autoridades presentes ao evento, realizado na sexta-feira, 7.
Fux tem 73 anos e pratica jiu-jítsu há quase 50. Em 2019, o ministro do STF recebeu a faixa vermelha e branca (coral), que corresponde ao 8º grau — uma graduação acima da faixa-preta.
Ele já ministrou aulas e seminários, inclusive para policiais do BOPE, jovens de projetos sociais no Complexo da Maré (RJ) e agentes de segurança de tribunais.
O ministro construiu uma área de treino em casa após entrar no STF, para continuar praticando a arte marcial e diz usar o jiu-jítsu como hobby e forma de relaxamento.
Jogos de azar
Em um dos julgamentos de destaque desta semana no STF, Fux votou, na quinta-feira, 6, para manter os jogos de azar como contravenção penal. Ele é o relator do caso.
Após seu voto, o ministro Flávio Dino pediu vista (mais tempo para análise) e, dessa forma, o julgamento foi suspenso.
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