Ministério do Trabalho emite comunicado sobre o fim da escala 6x1 e a nova jornada de 40 horas semanais

06.10.2026

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Ministério do Trabalho emite comunicado sobre o fim da escala 6×1 e a nova jornada de 40 horas semanais
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Redação O Antagonista
6 minutos de leitura 10.05.2026 16:18 comentários
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Ministério do Trabalho emite comunicado sobre o fim da escala 6×1 e a nova jornada de 40 horas semanais

Os pilares consensuais da nova jornada de 40 horas e o fim definitivo do trabalho em seis dias consecutivos.

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Ministério do Trabalho emite comunicado sobre o fim da escala 6×1 e a nova jornada de 40 horas semanais
Ministério do Trabalho emite comunicado sobre o fim da escala 6x1 e a nova jornada de 40 horas semanais

O Ministério do Trabalho e Emprego emitiu um comunicado que mexe diretamente com a vida de milhões de brasileiros. O governo federal bateu o martelo em três pontos fundamentais da PEC do fim da escala 6×1: a nova jornada será de 40 horas semanais, com duas folgas consecutivas e sem redução de salário. A proposta, que está em regime de urgência no Congresso, pode ser votada até o final de maio.

O que é a PEC do fim da escala 6×1 e por que ela está causando tanto debate?

A PEC 221/2019, de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), propõe uma mudança drástica nas relações de trabalho no Brasil. A jornada de trabalho atual, prevista no artigo 7º da Constituição, permite até 44 horas semanais e um único dia de descanso. A nova regra reduziria esse limite e garantiria dois dias de folga, pondo fim à escala que exige seis dias consecutivos de trabalho.

O ministro Luiz Marinho tem percorrido o país para defender a mudança. Em audiência pública na Paraíba, ele afirmou que o Brasil precisa se alinhar a outros países latino-americanos, como México e Chile, que já reduziram suas jornadas. Segundo o ministro, a medida visa dar mais tempo para a saúde, a educação e a família do trabalhador.

Confira os detalhes:

⚖️ O que é a PEC do fim da escala 6×1 e por que ela gera tanto debate
Aspecto Detalhe
Identificação da proposta PEC 221/2019
Autor Deputado Reginaldo Lopes (PT-MG)
Regra atual (art. 7º da Constituição) Até 44h semanais e 1 dia de descanso
O que a PEC propõe Reduzir jornada e garantir 2 dias de folga
O que seria extinto Escala de 6 dias consecutivos de trabalho
Defensor da medida Ministro Luiz Marinho — percorre o país em defesa
Países citados como referência México e Chile — já reduziram suas jornadas
Objetivo declarado Mais tempo para saúde, educação e família
💡 A PEC altera a Constituição — e é justamente essa profundidade da mudança que torna o debate tão intenso no Brasil

Quais são os três pontos consensuais que já estão definidos?

Após intensas negociações, a comissão especial que analisa a PEC já consolidou três pilares inegociáveis. O primeiro é a adoção da escala 5×2, com o trabalhador atuando por cinco dias e descansando por dois. O segundo é o limite de 40 horas semanais. O terceiro é a garantia de que nenhum salário será reduzido durante a transição.

Além da questão social, o Ministério do Trabalho sustenta que a medida é economicamente viável. Luiz Marinho argumenta que as empresas vão economizar com a redução de faltas e de custos com adoecimento. Ele citou companhias que já adotaram a escala 5×2 e zeraram o absenteísmo, melhorando ainda a produtividade geral.

O que ainda está em disputa e pode travar a votação?

Dois pontos centrais dividem o governo e a oposição. O primeiro é o tempo de transição: enquanto o governo defende uma implementação imediata ou em, no máximo, seis meses, a oposição quer um prazo alargado, de até 10 anos para a adaptação completa das empresas.

O segundo ponto é a isenção fiscal para as empresas. A oposição argumenta que o custo operacional vai aumentar, pois será necessário contratar mais funcionários. Já o governo insiste que não cabe compensação tributária, e que a melhora na produtividade cobrirá os custos. Uma das saídas propostas é usar um Projeto de Lei (PL) complementar para tratar desses detalhes, enquanto a PEC se concentraria apenas nas regras gerais.

Como a PEC afeta a vida de quem trabalha em setores com escalas especiais?

Áreas como saúde e segurança têm jornadas específicas, como a escala 12×36, que já são regulamentadas e respeitam o teto constitucional. A preocupação de deputados da base do governo é que essas categorias não sejam prejudicadas pela nova regra geral.

A solução em discussão é justamente usar o PL complementar para tratar dessas especificidades. A ideia é que a definição dos dias de folga, por exemplo, possa ser acordada por meio de negociações coletivas, respeitando as particularidades de cada setor e garantindo que ninguém perca direitos já conquistados.

O que muda para os trabalhadores que já estão em outras escalas?

Quem já trabalha em regime 5×2 não seria diretamente afetado pela redução de jornada. A mudança mais sensível ocorre para setores que tradicionalmente operam com 6 dias consecutivos de trabalho, como comércio de rua, bares, restaurantes e parte da indústria.

Nesses casos, o empregador precisará reorganizar turnos e, muito provavelmente, contratar mais mão de obra para cobrir as folgas adicionais. O governo argumenta que isso gerará mais empregos, enquanto os representantes patronais alertam para um possível aumento nos preços ao consumidor e uma pressão inflacionária.

Ministério do Trabalho emite comunicado sobre o fim da escala 6x1 e a nova jornada de 40 horas semanais
Ministério do Trabalho emite comunicado sobre o fim da escala 6×1 e a nova jornada de 40 horas semanais

Leia também: O erro no app da CNH digital que pode esconder multa, restrição ou documento irregular sem você saber

Qual é o prazo e o que esperar do noticiário nas próximas semanas?

O governo enviou o Projeto de Lei ao Congresso com regime de urgência, e a PEC precisa ser pautada até o final de maio. A comissão especial tem uma nova audiência marcada para a próxima semana, e o relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), prometeu apresentar seu relatório nos próximos dias.

Se aprovada, a PEC seguirá para o plenário da Câmara e, depois, ao Senado. Em meio a uma forte pressão popular e a um debate polarizado, o texto final ainda pode sofrer alterações significativas. Uma coisa é certa: a forma como milhões de brasileiros trabalham está prestes a mudar, seja pelo acordo entre as partes ou pela força da lei.

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