“Minha alma sangra”, declara rapper Oruam sobre operação contra o CV
Operação da polícia no RJ contra facções criminosas é classificada pelo artista como “a maior chacina na história do Rio”
Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, o rapper conhecido como Oruam, criticou a Operação Contenção, investida policial do Rio de Janeiro contra o grupo Comando Vermelho (CV). A ação ocorreu nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte, regiões que englobam 26 comunidades.
Ele usou as redes sociais para classificar a operação policial, realizada nesta terça-feira, 28, como a “maior chacina na história do Rio”.
Para Oruam, “o crime é o reflexo da sociedade. O dia que eu ver a favela chorar e não vir aqui falar desse sistema sujo, não vou estar sendo eu”.
Em outra publicação, o rapper disse que nunca vai “achar normal a polícia entrar em uma favela e matar 70 pessoas quando o que sempre faltou [sic] foi oportunidades [sic]. Favela tem família, favela não é parque de diversão da burguesia, favela é campo de concentração?”,e filosofou: “A caneta mata mais do que o fuzil”.
Quem é Oruam?
Oruam é investigado pela Polícia Civil sob suspeita de tráfico e associação para o tráfico de drogas. A corporação sustenta que há indícios de que o artista mantém ligações com integrantes do Comando Vermelho.
Segundo a polícia, o rapper atua como financiador da organização. Ele também promove a chamada narcocultura, que busca dar glamour à vida criminosa.
O artista tem laços familiares com figuras proeminentes do crime organizado do Rio de Janeiro. Oruam é filho de Marcinho VP, apontado como líder do CV, e sobrinho de Elias Maluco, condenado pelo assassinato do jornalista Tim Lopes. O rapper possui tatuagens em homenagem a seus familiares.
Oruam deixou a prisão em 29 de setembro, após uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ele havia passado 69 dias detido preventivamente em um processo onde é réu por tentativa de homicídio.
O processo em questão envolve o delegado Moyses Santana Gomes e o oficial Alexandre Alves Ferraz, ambos da Polícia Civil. O episódio ocorreu em julho, quando policiais cumpriam um mandado em sua residência.
A defesa garantiu que não havia provas que sustentassem a prisão: “Nunca existiram evidências acerca de cometimento de crime e tampouco acerca da necessidade da prisão provisória. Mauro Davi se submeterá às medidas cautelares diversas a serem determinadas e, como vem fazendo, provará sua inocência no curso do processo”.
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Comentários (5)
Fabio B
28.10.2025 21:26E morreram poucos, esses números precisam subir bem mais.
Fabio B
28.10.2025 21:25A imprensa precisa parar de se referir a esse faccionado como "artista", pois ele não é. Esse bandido não passa de um representante, de um divulgador da facção criminosa que ele representa.
Maglu Oliveira
28.10.2025 20:04Preferia que fosse a cabeça a sangrar ...
Denise Pereira da Silva
28.10.2025 19:22Palavra do futuro deputado estadual representante do CV.
Maria Aparecida Visconti
28.10.2025 18:00cínico