Minas Gerais possui barragens em nível alarmantes de perigo
Dentre as barragens mais críticas está a Forquilha III, administrada pela Vale em Ouro Preto, e a Serra Azul, da ArcelorMittal em Itatiaiuçu.
Atualmente, diversas barragens em Minas Gerais estão sob alerta devido a problemas estruturais. Essas preocupações são ainda mais acentuadas em função das chuvas intensas que a região vem enfrentando, atribuídas às mudanças climáticas. Segundo o g1, ao todo, 19 cidades mineiras abrigam essas barragens, principalmente na Região Central do estado.
Os níveis de emergência são variados e refletem a gravidade da situação. Existem estruturas em diferentes estágios de risco: 15 barragens estão em nível de alerta; 22 estão em emergência nível 1, com riscos mais altos; quatro estão em emergência nível 2, com anomalias não controladas; e duas estão no nível 3, onde a ruptura é iminente ou já está em andamento.
Quais são as barragens mais preocupantes?
Dentre as barragens mais críticas está a Forquilha III, administrada pela Vale em Ouro Preto, e a Serra Azul, da ArcelorMittal em Itatiaiuçu. A barragem Forquilha III armazena cerca de 19,4 milhões de metros cúbicos de rejeitos de mineração, enquanto a Serra Azul contém 5,02 milhões. Ambas foram construídas utilizando o método a montante, semelhante ao das barragens que romperam em Brumadinho e Mariana.
Essa técnica de construção tem sido alvo de críticas e, posteriormente, foi proibida com a promulgação da lei federal 14.066 em 2020. A lei estabeleceu um prazo para a descaracterização dessas estruturas, mas a execução dessa medida está atrasada em relação ao cronograma original, com algumas adequações esperadas somente em 2035.
A tragédia de Brumadinho: Como está a situação seis anos depois?
Seis anos após o devastador rompimento da barragem em Brumadinho, a busca pelas três pessoas desaparecidas continua. O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais mantém operações de busca ininterruptas na esperança de localizar os últimos vestígios das vítimas. As investigações apontam que a mineradora Vale e a consultora Tüv Süd tinham conhecimento dos riscos, mas ainda assim, emitiram laudos de estabilidade.
O Ministério Público e outras autoridades judiciais estão conduzindo processos contra os responsáveis, mas o julgamento dos envolvidos ainda está em processo de análise de defesa. Já para as famílias afetadas, como a de Iracema Dias, que perdeu seu marido na tragédia, a dor da perda continua presente diariamente.
Qual é a resposta das empresas envolvidas?
Em resposta às críticas, a Vale expressou seu compromisso com a reparação dos danos causados pelo rompimento em Brumadinho e mencionou ter colaborado com as investigações desde o início. A empresa também destacou que está próxima de reduzir o nível de emergência da Forquilha III.
Por outro lado, a ArcelorMittal afirma que a barragem Serra Azul está fora de operação desde 2012 e que mantém todos os sistemas de segurança e monitoramento em funcionamento contínuo. Ambas as empresas estão sob vigilância constante das autoridades para garantir que medidas de segurança sejam efetivamente implementadas.
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